Federação Inglesa traça plano para 'vencer Copa do Mundo de 2022'
Futebol|Do R7
O novo presidente da Federação Inglesa de futebol (FA), Greg Dyke, anunciou nesta quarta-feira que pretende mudar o rumo da seleção inglesa, pondo em prática um plano ambicioso de reestruturação com o objetivo de "vencer a Copa do Mundo de 2022".
"Hoje, quero traçar duas metas para o futebol inglês: alcançar as semifinais da Eurocopa-2020 e, em seguida, vencer o Mundial-2022", disse o presidente eleito em junho em seu primeiro discurso público desde que substituiu David Bernstein.
Os resultados da seleção inglesa foram bastante decepcionantes nas últimas décadas e os novos dirigentes da FA querem reestruturar o sistema com o objetivo de permitir à equipe voltar a brilhar, após 47 anos sem vencer um Mundial (1966).
"O futebol inglês é um petroleiro que precisa mudar o rumo frente a uma perspectiva aterradora. No ano passado, os jogadores ingleses na Premier League eram apenas 32%. O que vai acontecer se cair para 20% ou 15%?", perguntou Dyke.
"Devemos ignorar o problema ou fazer algo para remediá-lo? As coisas precisam mudar. Do contrário, é possível que no futuro nós não tenhamos jogadores suficientes para jogar no mais alto nível neste país", continuou.
O presidente da FA, que enfrenta a poderosa Premier League, apontou alguns objetivos de seu ambicioso projeto, como a implantação de um sistema de quotas para jogadores estrangeiros, a reforma do sistema de visto de trabalho para jogadores não-comunitários e uma mudança no sistema de trocas de jogadores entre clubes.
Algumas dessas medidas, contudo, podem entrar em choque com as normas europeias e da própria Uefa sobre a livre circulação de trabalhadores no União Europeia.
Dyke também comentou a possibilidade de introduzir, como nos outros campeonatos, uma parada natalina com o intuito de descansar os jogadores, pedido antigo de alguns técnicos.
Essa medida, porém, acabaria com o tradicional Boxing Day (acúmulo de partidas entre o natal e o ano novo, que favorece a ida ao estádio dos torcedores que estão de férias), o que pode encontrar resistência entre os torcedores mais conservadores.
"Não quero matar a galinha dos ovos de ouro, mas o futebol inglês precisa encontrar uma solução", concluiu.
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