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Diretor assegura manutenção do elenco corintiano: 'Não somos mercearia'

Apesar das dívidas, Timão garante que não vai perder jogadores

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Rodriguinho é um dos destaques do Corinthians
Rodriguinho é um dos destaques do Corinthians

O diretor de futebol do Corinthians, Flávio Adauto, afirmou nesta quinta-feira que já está montando o planejamento do time para 2018 e assegurou, na entrevista concedida ao Estadão Esporte Clube, que o principal "reforço" do líder do Campeonato Brasileiro é a manutenção de atletas.

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"O grande reforço vai ser não perder jogadores. Se perder, vão ser jogadores que não atuam pelo clube, como o Léo Jabá ou jogadores que estão emprestados. Do elenco não vamos perder. Se oferecerem 30 milhões de euros por um jogador do Corinthians, entregamos em janeiro. Respondemos a alguns que vieram negociar que não somos uma mercearia, não vamos vender. Ofereceram valores que não significam nada, mesmo com as dívidas e todos os problemas que temos", afirmou Adauto.

O dirigente corintiano prometeu que o clube não vai negociar nenhum jogador na atual janela de transferências para o futebol europeu, mantendo o mesmo time para a disputa da sequência do Brasileirão. Além disso, comentou a situação do lateral-esquerdo Guilherme Arana, prometendo que ele não será negociado por menos de 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 74 milhões).

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"Vai ter que pagar o que vale, e não vai levar por preço de banana. Rodriguinho ficou chateado porque ofereceram um salário muito maior na Turquia, mas negamos. Quando acabou o Paulista, ele era o mais feliz por ter ficado. Quando acabar a janela de transferências de agosto, não vai sair ninguém, aí vamos fazer uma avaliação das propostas recebidas. No caso do Arana começaram em três milhões de euros e uma parte dos direitos do Pablo. Agora já falam em 15 milhões de euros. Começamos a conversar em 20 milhões de euros, mas só para o ano que vem", comentou.

Além disso, Adauto apontou que a diretoria avalia a chegada de reforços para a disputa da Copa Libertadores, embora tenha indicado que pode perder o goleiro Walter, reserva imediato de Cássio, para a próxima temporada, dependendo do desejo do jogador.

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"O planejamento é não ter um elenco tão reduzido. Não temos, no momento, um reserva para o Jô, mas o Carlinhos está sendo testado e, se evoluir, pode ser ele se o Carille aceitar. Um reserva para o Romero pode ser o Clayson. Temos a pretensão que o Walter fique, mas se for importante para ele, pode fazer o caminho que achar melhor. Nesse momento, concordamos que o melhor para o Walter é ficar no Corinthians, que financeiramente a proposta era boa para ele, mas ele ia para um time bagunçado. Se sair, podemos repatriar o Douglas (que está no Avaí). Paulo Roberto já está tudo acertado para renovar", comentou.

O dirigente também reconheceu que a escolha de Fábio Carille para comandar o Corinthians em 2017 foi vista por ele no início do ano como uma aposta de risco.

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"Tive medo. Assumi em outubro, depois saiu Oswaldo de Oliveira, naveguei por outros nomes, não nego, e a solução estava do nosso lado. Aí deixamos o Carille trabalhar, e também era difícil dar condições pra ele trabalhar, porque o mercado está maluco", disse.

Adauto também admitiu surpresa com o ótimo momento do Corinthians. Campeão paulista, o time ainda está invicto no Brasileirão e com uma vantagem para o segundo colocado de oito pontos. Mas Adauto apontou que as críticas ao time no começo do ano serviram como motivação.

"É surpreendente. Nem tanto ao céu nem tanto à terra, falavam como se o nosso time fosse de segundo classe. Não se pode falar dos quatro grandes paulistas como candidatos ao rebaixamento antes de começar o campeonato. Foi uma injeção de ânimo a um grupo desacreditado. O negócio de quarta força acabou ajudando", disse.

O dirigente só evita falar que o Corinthians está com o título brasileiro encaminhado. "Vamos jogo a jogo, passo a passo, o nosso jogo é sempre o de sábado. O elenco é pequenininho, acabamos saindo da Copa do Brasil, mas acabou sendo bom. Podemos chegar na Libertadores pelo Brasileiro ou pela Sul-Americana", disse.

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