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Miguelito foca em vaga histórica para a Bolívia e opina sobre Neymar na Copa: “Se eu fosse o treinador, levaria”

Joia do Santos evita ‘resenha’ sobre Mundial com o craque antes de garantir classificação, mas exalta aprendizado com ídolos no CT Rei Pelé

Desimpedidos|Clara Valêncio e Victor Pozella

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Santos busca renovação de Miguelito ABC do ABC

Com o sonho de levar a Bolívia de volta a uma Copa do Mundo após 32 anos, Miguelito vive um momento de afirmação no Santos. Em entrevista exclusiva ao Joga nas Onze (parceria Desimpedidos/R7), no CT Rei Pelé, o meia-atacante detalhou o desafio da repescagem mundial e revelou como a convivência com estrelas como Neymar e Gabigol no Peixe tem sido fundamental para sua evolução técnica.

Confira os principais pontos da conversa e o que está em jogo para a promessa boliviana:


O desafio de quebrar o tabu de 32 anos

A última vez que a Bolívia disputou uma Copa do Mundo foi em 1994, nos Estados Unidos. Agora, em 2026, a seleção ‘La Verde’ está a dois passos de retornar ao torneio. O caminho passa pelo México, onde enfrentará o Suriname e, caso vença, decidirá a vaga contra o Iraque. Para Miguelito, o peso da história é encarado com responsabilidade:

“Então, é um desafio que a gente tem. A Bolívia não vai [à] Copa há mais de 30 anos, é um desafio muito grande, a gente vem cada um fazendo seu melhor. Para mim, especialmente, é uma alegria imensa poder representar a Bolívia nessa repescagem e é fruto do trabalho que a gente vem realizando no dia a dia. E eu venho aprendendo muito com ídolos: Neymar, Gabigol, Barreal, Rollheiser...”


Miguelito em partida pela seleção boliviana. Foto: Divulgação/Fifa

O fator altitude e a vida no Brasil

Mesmo sendo boliviano, Miguelito admitiu que os seis anos morando no Brasil mudaram sua relação com o ar rarefeito. Jogar em La Paz ou em El Alto – o novo trunfo da seleção boliviana, a mais de 4 mil metros de altitude – gera desgaste físico até para quem nasceu no país.

O jogador explicou que, embora sinta falta de ar e chegue a passar mal, o fator psicológico compensa o ‘sofrimento’: “O gás a mais que eu tenho é porque eu estou em casa [...] com minha família lá perto, meus amigos, a torcida, a nação boliviana”. Segundo ele, a altitude é um “benefício da natureza” que a seleção precisa aproveitar.


Vista do Estádio Municipal de El Alto, na cidade de El Alto, na Bolívia. Foto: Miguel Pessoa/Estadão Conteúdo

Neymar na Copa? “Se fosse o treinador, levaria”

A grande dúvida que cerca o futebol brasileiro para 2026 é a presença de Neymar na lista final de Carlo Ancelotti. Miguelito, que treina diariamente com o camisa 10 no Santos, foi enfático ao dizer que o convocaria sem hesitar, mas revelou que ainda evita tocar no assunto com o colega por respeito ao momento da Bolívia:

“[Com] certeza que eu levaria se eu fosse o treinador. A gente resenha pouco ainda, porque eu mesmo ainda não gosto de resenhar muito [porque] não estamos classificados. Se a gente vencer os dois jogos que a gente tem, se a gente classificar, aí é outra história. Aí eu vou puxar a resenha e, se ele não resenhar [comigo], eu vou resenhar sozinho!”

Agora, o foco total de Miguelito se volta para o México, onde a Bolívia inicia sua jornada na repescagem mundial. Se vencer o Suriname, a seleção encara o Iraque em uma final única que vale o passaporte carimbado para 2026. Aos 21 anos, o “menino da Vila” carrega não apenas a esperança de um país, mas a bagagem de quem aprende diariamente com atletas de renome para, quem sabe, reencontrar Neymar e companhia nos gramados da América do Norte.

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