Depois de estreia vitoriosa, "salvador" quer manter Palmeiras em alta
Lulinha Tavares foi contratado como coach do Verdão e fica até o fim da temporada
Futebol|Do R7*

Lulinha Tavares foi chamado pelo presidente Paulo Nobre para trabalhar como coach do Palmeiras. Na primeira partida do time depois da conversa inicial com o profissional, o resultado foi positivo: triunfo por 2 a 0 contra o Vitória, no Pacaembu.
"O resultado do jogo contra o Vitória é fruto de uma reação de um grupo de pessoas que estavam abatidas e que estavam sentindo o que vinha acontecendo, mas que foram fortes o suficiente para reagir e conseguir o resultado", falou o novo "reforço" alviverde.
Depois de trabalhar com o Verdão, em 2013, quando o time sofreu a goleada por 6 a 2 para o Mirassol, Lulinha voltou ao Palmeiras a pedido de Paulo Nobre depois do massacre de 6 a 0 sofrido diante do Goiás.
Em conversa exclusiva com o R7, José Luís Tavares, que chegou ao clube para tentar salvar a equipe do rebaixamento, esclareceu que não é "motivador", como muitos estão falando, e explicou como funciona o seu trabalho:
— O coach no contexto esportivo trabalha de forma individual e coletiva. Definitivamente não sou um motivador. Ninguém motiva ninguém. Cada um tem sua própria motivação. A gente ajuda o atleta a conseguir cumprir suas metas e seus objetivos.
Experiência nesse tipo de situação que vive o Palmeiras, Lulinha tem e ainda com retrospesto positivo no currículo. Em 2009, o coach trabalhou com o time do Fluminense, que tinha 98% de chance de cair para a Série B, mas ganhou 19 pontos dos últimos 21 disputados e se livrou da queda na rodada final. Exemplo que, segundo ele, pode ser usado a favor do Palmeiras na atual crise.
— O resultado do Fluminense foi marcante. Foi um exemplo para muitos e para o próprio Palmeiras de que não se morre de véspera. Naquela perspectiva de 2009, especialistas diziam que o time já estava rebaixado, mas o grupo não acreditou nisso. E coube a eles acreditarem que não estava rebaixado e promover a mudança. Foi um resultado expressivo e marcante que o processo de coach contribuiu naquele sucesso.
Veja a entrevista completa com o coach do Verdão:
R7: Como funciona o trabalho de coach?
Lulinha Tavares: O coach no contexto esportivo trabalha de forma individual e coletiva. Definitivamente não sou um motivador. Ninguém motiva ninguém. Cada um tem sua própria motivação. A gente ajuda o atleta a conseguir cumprir suas metas e seus objetivos.
R7: Quais são métodos de trabalho?
Lulinha: A gente faz encontros coletivos e reuniões individuais. No trabalho individual, o atleta fala mais dele e de suas metas e estabelece tarefas para chegar onde ele quer.
R7: No Palmeiras, vem sendo de forma coletiva ou individual as palestras?
Lulinha: Trabalho coletivo sempre há, porque o clube tem uma meta como um todo. O grupo tem a meta de pontuação e tem as metas individuais. Então existe um trabalho coletivo e individual.
R7: Como foi o primeiro contato com os jogadores do Palmeiras?
Lulinha: Boa parte do grupo já me conhecia, porque eu trabalhei no ano passado. O primeiro passo é quebrar o gelo com o atleta, pra ele confiar e entender o que é o coach. A receptividade foi muito boa, tanto dos atletas, como da comissão técnica. O Dorival me recebeu muito bem.
R7: Em 2009, você trabalho com Fluminense que já era dado como rebaixado no Brasileirão. Aquele foi seu maior sucesso trabalhando nessa área?
Lulinha: O coach não faz sucesso. O resultado do Fluminense foi marcante. O resultado é um exemplo para muitos e para o próprio Palmeiras de que não se morre de véspera. Naquela perspectiva de 2009, especialistas diziam que o time já estava rebaixado, mas o grupo não acreditou nisso. E coube a eles acreditarem que não estava rebaixado e promover a mudança. Foi um resultado expressivo e marcante que o processo de coach contribuiu naquele sucesso. O Palmeiras é exemplo para ele mesmo. No ano passado, o clube passou por uma experiência semelhante e não caiu.

R7: O trabalho vai até o final do ano?
Lulinha: Eu conversei com o presidente e, foi através dele que cheguei ao clube dessa vez, e nós acordamos que ficarei até o final do ano.
R7: A pressão do passado palmeirense atrapalha o atleta do Palmeiras hoje?
Lulinha: A pressão do passado atormenta qualquer pessoa que deixar ela tomar conta dele. Então, quando você quer conseguir qualquer coisa, você tem que mudar seu regime de crença.
R7: A torcida do Palmeiras é fundamental para o time nesse trabalho?
Lulinha: A torcida do Palmeiras é o décimo segundo jogador. A torcida tem um papel fundamental. Poucas pessoas fazem muito barulho, mas a grande maioria quer o Palmeiras bem.
R7: O Palmeira consegue fugir do rebaixamento?
Lulinha: Não tenho dúvidas disso.
*Guilherme Gomes, estagiário do R7.















