Corte temporário de energia é só mais um capítulo na desgraça do Maracanã
Palco mais famoso do futebol volta a sofrer em meio a jogo de empurra-empurra
Futebol|Do R7

Abandonado, saqueado, sem dono e no escuro. A situação do mais famoso palco do futebol brasileiro é cada dia pior. Na manhã desta quinta-feira (26), a distribuidora de energia Light suspendeu temporariamente o fornecimento de luz ao estádio do Maracanã por falta de pagamento. Em comunicado, a Light informou que o Comitê Rio 2016 negociava faturas vencidas em setembro e outubro do ano passado, período em que o Maracanã esteve sob a responsabilidade da organização dos Jogos Olímpicos. Entretanto, a dívida total é de cerca de R$ 3 milhões e apenas R$ 1,7 milhão seria de responsabilidade do Comitê.
Nos últimos meses o estádio está sendo tratado na Justiça e sofre com descaso. O consórcio encabeçado pela Odebrecht se nega a reassumir a administração da arena, alegando que o Comitê Rio 2016 não cumpriu obras previstas em contrato. No dia 13 deste mês, a juíza Fernanda Lousada, da 4.ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu liminar obrigando o consórcio a retomar a operação e a manutenção do Maracanã. Em seguida, a Odebrecht informou que recorreria da decisão.
Por essa liminar, é do consórcio a obrigação por quitar dívidas do estádio. A concessionária pensa diferente e bate na tecla de que no Termo de Autorização de Uso (TAU) , documento que disciplinou o uso do complexo durante o chamado período olímpico, a obrigação pelos reparos, bem como das contas públicas, é de responsabilidade do Comitê Rio 2016.
Foram-se os dias de glória do mais famoso palco do futebol brasileiro
Foram-se os dias de glória do mais famoso palco do futebol brasileiro
“A Concessionária Maracanã esclarece que vai pagar um débito de R$ 1 milhão com a Light, referente aos meses de novembro e dezembro. Os débitos são de responsabilidade do Comitê Rio de 2016. A empresa, que reassumiu o complexo por força de uma liminar, reitera que, de acordo com o TAU, documento que disciplinou o uso do complexo durante o chamado período olímpico, a obrigação pelos reparos, bem como das contas públicas, é de responsabilidade do Comitê Rio 2016”, diz o grupo gestor em nota oficial. “A empresa reitera que só não reassumiu o complexo esportivo no dia 30 de outubro de 2016, fim do período de exclusividade do Rio 2016, porque encontrou dezenas de não conformidades”.
Em meio ao jogo de empurra-empurra, Flamengo e Fluminense negociam para assumir o Maracanã. Em reunião do Conselho Arbitral do Campeonato Carioca da Série A, na terça-feira, os rivais anunciaram que estão em negociação com um consórcio para a gestão do Templo do Futebol.























