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Corintianos que invadiram CT queriam quebrar as pernas de Pato e Sheik

Ameaças do último sábado (1) criaram um clima de terror na delegação alvinegra

Futebol|Do R7

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A invasão do CT Joaquim Grava por torcedores organizados, no último sábado (1), poderia ter consequências ainda mais graves do que as sofridas pela delegação corintiana. De acordo com o jornal “O Estado de São Paulo”, a intenção do bando que adentrou o local era quebrar as pernas de dois dos jogadores mais criticados pela torcida, Alexandre Pato e Emerson Sheik.

De acordo com funcionários que estavam no local, um grupo chegava a falar até em matar Pato, contratado no início do ano passado por cerca de R$ 40 milhões. Ao perceberem a invasão, os jogadores do elenco se esconderam nos vestiários, com armários para segurarem as portas, e por lá permaneceram durante três horas.


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Um grupo formado por Paulo André, Renato Augusto e Danilo viveu situação ainda mais dramática, pois não teve tempo de voltar ao vestiário e precisou se esconder em uma pequena sala próxima à piscina, agachados e com as luzes apagadas para que a presença deles não fosse percebida.


Ainda assim, o atacante Guerrero chegou a ter contato com os torcedores e acabou tendo o pescoço apertado no momento mais tenso. Uma faxineira do hotel onde a delegação estava hospedada – primeiro local invadido pelo organizados – também foi agredida.

No CT, o rastro de destruição dos vândalos contou com uma porta de vidro, danos a um pôster gigante da equipe, furto de materiais esportivos, itens de decoração, três celulares (incluindo o do meia Ramirez) e um radiotransmissor. Além disto, os carros de Paulo André e do auxiliar de preparação física Flávio Furlan foram danificados.


Debandada?

Por conta do ocorrido, os jogadores chegaram a cogitar a possibilidade de não entrar em campo para enfrentar a Ponte Preta, no último domingo (2), mas acabaram mudando de ideia por conta de contratos assinados pelo clube com a FPF (Federação Paulista de Futebol) e com a TV. O time foi derrotado por 2 a 1.

Apesar de tudo isto, o presidente Mario Gobbi garantiu que não haverá debandada:

- Nenhum jogador pediu para ir embora. Todos estavam abalados emocionalmente. Foi chocante para todos nós

Por outro lado, o jornal “Folha de São Paulo” diz que parte do elenco, entre titulares e reservas, até cogitado deixar o clube. O entendimento dos atletas é que a diretoria deveria ter sido mais veemente após os acontecimentos do fim de semana.

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