Irã afirma que EUA barraram ingressos da Copa de torcedores; entenda a polêmica
Federação iraniana classificou o episódio como ‘contrário ao espírito que rege as competições’
Copa do Mundo|Do R7
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Às vésperas da Copa do Mundo, a FFIRI (Federação de Futebol do Irã) afirmou que os Estados Unidos retiraram sua cota de ingressos para o torneio. Em comunicado publicado nesta terça-feira (9), a entidade revela que torcedores que já haviam planejado a viagem serão impossibilitados de assistir às partidas do próprio país.
A polêmica surge dois dias antes do início do Mundial, que será sediado nos Estados Unidos, México e Canadá. Já a estreia da seleção iraniana acontecerá em 15 de junho, contra a Nova Zelândia.
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“Em uma medida inesperada, a verba destinada à Federação Iraniana de Futebol foi retirada e, nas circunstâncias atuais, a federação não tem condições de fornecer sequer um único ingresso aos torcedores da seleção nacional”, diz um trecho do comunicado.
Segundo regulamento da Fifa, as federações que participam do Mundial têm direito a 8% dos ingressos das partidas que disputam. O objetivo é distribuir para torcedores. No entanto, de acordo com a FFIRI, o benefício foi cortado após o início das vendas dos ingressos para a fase de grupos.
Diante da situação, a entidade máxima do futebol do país classificou o episódio como “contrário ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”.
Além disso, a associação pediu que os organizadores do evento respeitem os “princípios da neutralidade, imparcialidade e dos regulamentos estabelecidos”, proporcionando os mesmos benefícios de torcedores de todo o mundo para os do Irã.
Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, a participação da seleção iraniana na Copa se tornou uma das principais polêmicas do torneio. A presença dos atletas do Oriente Médio na América do Norte chegou a ser colocada em xeque e foi discutida em negociações diplomáticas.
Na semana passada, os jogadores enfim tiveram seus vistos concedidos pelo governo americano, que, embora não tenha impedido a entrada da delegação, prometeu fiscalizar possíveis infiltrados da Guarda Revolucionária Islâmica.
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