Como a Copa do Mundo pode aumentar casos de sarampo
Autoridades de saúde temem disseminação da doença nas próximas semanas
Copa do Mundo|Do R7
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Às vésperas da Copa do Mundo, a chegada de milhões de turistas aos países que sediarão o torneio preocupa autoridades de saúde. Em meio ao avanço dos casos de sarampo na América do Norte, especialistas alertam que pode haver um aumento na disseminação da doença nas próximas semanas.
A preocupação foi destacada pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), que pediu aos países da região o reforço das ações de vigilância epidemiológica, vacinação e resposta rápida a possíveis surtos.
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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), entre 1º de janeiro e 13 de maio de 2026, foram notificados mais de 20 mil casos de sarampo e 25 mortes nas Américas. Entre os países que receberão a Copa, o México registrou mais infecções, com 10.920 casos. Nos Estados Unidos foram 1.952, enquanto no Canadá houve 1.010.
Em alerta divulgado no fim de maio, a organização recomendou que os países ampliem a busca por casos suspeitos e ofereçam informações sobre prevenção e vacinação aos viajantes durante o maior evento de futebol do planeta.
A entidade também sugere que os viajantes fiquem atentos a sintomas como febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite, dores nas articulações e aumento dos gânglios.
Durante a viagem, quem apresentar sinais compatíveis com sarampo deve procurar atendimento médico, utilizar máscara e evitar frequentar locais públicos para reduzir o risco de transmissão.
Veja o comunicado da OPAS
“Considerando o aumento dos casos de sarampo na Região das Américas durante 2025 e 2026, a ocorrência de outros eventos de saúde pública em países dentro e fora da Região e no contexto da realização de eventos de grande porte com ampla participação internacional, a Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) insta os Estados-Membros a reforçarem, com prioridade, as atividades de vigilância e vacinação, e a garantirem uma resposta rápida e eficaz diante de casos suspeitos de sarampo. Da mesma forma, recomenda-se a implementação de buscas ativas comunitárias, institucionais e laboratoriais para a identificação precoce de casos, bem como o desenvolvimento de atividades complementares de vacinação destinadas a preencher lacunas de imunidade.”
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