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‘Brasil está desesperado para ter seu Messi’, diz jornal inglês sobre convocação de Neymar

Camisa 10 do Santos retorna à seleção brasileira para a Copa do Mundo sob comando de Carlo Ancelotti

Copa do Mundo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Carlo Ancelotti convoca Neymar para a seleção brasileira na Copa do Mundo, buscando liderança e identificação popular.
  • O jornal The Guardian compara a convocação de Neymar à tentativa do Brasil de criar uma narrativa semelhante à de Messi na última Copa.
  • O Brasil enfrenta um jejum de 24 anos sem título mundial e aposta em Neymar como alternativa segura diante da pressão.
  • A seleção brasileira estreia no Grupo C contra Marrocos em Nova Jersey, com jogos subsequentes contra Haiti e Escócia.

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Escolha por Neymar é comparada a Messi na Argentina Rafael Ribeiro/CBF

A aposta de Carlo Ancelotti em Neymar na lista final da seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo trouxe à tona o debate sobre o peso simbólico que um camisa 10 pode ter às vésperas do principal torneio de seleções do planeta. Em busca de uma referência em uma equipe em formação, o nome do astro santista surge para tentar unir resultados, liderança e ainda uma identificação popular.

Segundo o periódico inglês The Guardian, a iniciativa do renomado treinador italiano de levar o jogador de 34 anos surge como uma “tentativa desesperada de criar o tipo de narrativa que Messi desfrutou na última edição do Mundial”.


Em 2022, então com 35 anos, o craque argentino liderou a sua seleção ao título em um cenário de pressão similar ao que acontece com o Brasil. No que muitos achavam ser uma espécie de “última dança” do meio-campista canhoto, ele simplesmente decidiu o torneio.

Autor de sete gols e três assistências, Messi brilhou intensamente e ainda foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo do Catar. De quebra, ele ainda ajudou a jogar por terra um jejum de 36 anos sem títulos do torneio de seleções (a última taça foi conquistada em 1986, no México, sob a batuta de Diego Maradona).


Refém do último título conquistado em 2002, o Brasil sofre com um hiato de 24 anos sem conseguir dar a volta olímpica nesta competição. Para aumentar a pressão, nomes como Vini Jr. e Raphinha não conseguem repetir com a seleção o futebol vistoso que desempenham em seus clubes na Europa. Diante deste cenário, segundo a publicação, Neymar surge como uma espécie de alternativa segura.

“A sensação era de que o Brasil precisava de um Messi para chamar de seu, e isso criou uma cultura de dependência que não beneficiava ninguém. Neymar é um jogador que encanta alguns e frustra outros, um veículo no qual facções rivais projetam suas narrativas”.


E é com este panorama de incertezas, e a aposta calculada em um jogador veterano, que ainda luta para tratar um edema na panturrilha, que o Brasil vai se preparar para encarar a Copa do Mundo que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Integrante do Grupo C, a equipe nacional faz a sua estreia no dia 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova Jersey. Seis dias depois, o compromisso vai ser diante do Haiti, na Filadélfia. Encerrando a fase de classificação do Mundial, a equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti enfrenta a Escócia, no dia 24 de junho, em Miami.


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