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A evolução do Japão: como o futebol do rival do Brasil mudou desde Zico

Projeto começou no fim da década de 1980, passou por Copas consecutivas e tem seu maior desafio nesta segunda (29)

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Copa do Mundo|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Japão enfrenta o Brasil em um teste decisivo após 35 anos de evolução no futebol, buscando vencer um mata-mata pela primeira vez.
  • A geração atual é considerada a mais completa, com uma defesa forte e invencibilidade contra seleções europeias como Alemanha e Espanha.
  • O desenvolvimento começou no final dos anos 1980, com a criação de uma base de formação, fortalecimento do campeonato local e a chegada de Zico como embaixador.
  • Desde 1998, o Japão participou de todas as Copas do Mundo, alcançando as oitavas de final três vezes e consolidando seu projeto para, possivelmente, ganhar um Mundial em 2050.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Geração atual é considerada a mais completa que o Japão já teve Reprodução/Instagram @japanfootballassociation

O teste final do Japão chegou. Quando a bola rolar para o duelo com a seleção brasileira, nesta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, os asiáticos colocarão à prova mais de 35 anos desde o início do projeto para evoluir no futebol. Afinal, vencer uma partida de mata-mata é algo inédito para o país.

A geração atual é considerada a mais completa que o Japão já teve. Com uma defesa mais forte e ótimos nomes entre os 11 titulares, a expectativa é de que o amadurecimento gere frutos.


Há motivos para acreditar. Afinal, derrotaram o próprio Brasil em um amistoso em 2025, por 3 a 2. E vem de uma invencibilidade de 11 jogos contra europeus, incluindo vitórias sobre Alemanha (duas vezes), Espanha e Inglaterra.

Zico é peça-chave na década de 90

O país do futebol sempre foi a fonte de informações que os japoneses buscaram. Tanto que vieram à região Sul para uma excursão em 1989, ainda sem uma liga profissional organizada.


“Estamos aqui (Brasil) para aprender e ganhar experiência. Estou certo de que um dia o Japão terá uma grande seleção de futebol”, disse à época o técnico Kenzo Yoloyama.

As primeiras lições foram criar uma base de formação de jogadores e fortalecer o campeonato local. Além disso, contrataram veteranos que pudessem contribuir com a evolução do esporte, dentro e fora de campo. Aos poucos, treinadores também chegaram.


Assim, Zico desembarcou no Japão para se tornar uma espécie de embaixador e ver se o joelho permitiria que ainda jogasse em bom nível por alguns anos.

O pontapé inicial da J-League foi em 1993, e o ex-camisa 10 de Flamengo e Seleção Brasileira vestiu o vermelho do Kashima Antlers. Rapidamente, o craque virou ídolo e ajudou a febre do futebol se espalhar.


O atacante Alcindo, o lendário inglês Gary Lineker e o artilheiro da Copa de 1990, Salvatore Schillaci, também disputaram a competição. Entre os nativos, o destaque ficava por conta de Kazuyoshi Miura, o King Kazu, que se tornou o primeiro a jogar na Europa, quando acertou com o Genoa, da Itália.

Primeira Copa e anfitriões

Superada a decepção por não se classificar para o Mundial de 1994, a seleção estreou na França, quatro anos depois. Caiu na primeira fase, sem marcar pontos, mas trouxe na bagagem a experiência necessária para seguir evoluindo. Isso sem falar que o torneio seguinte seria em casa – dividido com a Coreia do Sul. E foi em 2002 que a primeira classificação veio, com vitórias sobre Rússia e Tunísia.

O trabalho de base surtiu efeito, e nomes como Nakata, Kagawa e Nagatomo partiram para o futebol europeu desde cedo. Daí em diante, os resultados só melhoraram. Dominante na Ásia, o Japão participou de todas as Copas desde 1998 e já foi às oitavas três vezes. A mais marcante delas foi a última, no Catar, quando derrotaram Alemanha e Espanha em um um “grupo da morte”.

Os próprios jornais nipônicos classificaram as vitórias como “chocante” e “inesperadas”. Mas a verdade é que a consolidação do trabalho era questão de tempo. Mesmo assim, o projeto é cauteloso – afinal, a federação crê que a seleção poderá ganhar um Mundial somente em 2050.

Time maduro e completo

A geração de 2022 parece mais pronta para a próxima façanha. A parte física, que era um obstáculo, hoje é um dos trunfos. Taticamente, os japoneses permanecem disciplinados e têm muita velocidade e entrosamento na troca de passes no ataque. Além disso, marcaram gols nas últimas dez partidas.

Veja a linha do tempo da evolução do Japão:

  • 1989 – vem ao Brasil para uma excursão e perde para Coritiba e Joinville;
  • 1991 – Zico desembarca no Japão e inicia o projeto da J-League, criada em 1993;
  • 1996 – os japoneses vencem o Brasil na primeira fase das Olimpíadas de Atlanta;
  • 1998 – classifica-se para a Copa pela primeira vez, mas perde todos os jogos;
  • 2001 e 2005 – empata com Brasil duas vezes seguidas (0 x 0 e 2 a 2), em amistosos;
  • 2002 – anfitrião do Mundial, garante a vaga nas oitavas e estreia em mata-mata;
  • 2003 a 2006 – Zico assume o comando da seleção e fecha o ciclo até 2006;
  • 2010 – de novo nas oitavas, abre 2 a 0 sobre a Belgica, mas sofre a virada;
  • 2014 – um marco japonês no Brasil: chega à quinta Copa seguida e mostra domínio na Ásia;
  • 2018 – a vitória sobre a Colômbia é a primeira do time principal sobre um sul-americano;
  • 2022 – assume o protagonismo mundial ao vencer Alemanha e Espanha na fase de grupos;
  • 2025 – classificação nas eliminatórias mais rápida da história, com apenas um empate com a Austrália;
  • 2025 – faz 3 gols no Brasil e vira o jogo em amistoso de outubro do ano passado.
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