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Copa Africana: Entenda o que está por trás do imbróglio entre Senegal, Marrocos e CAF

Decisão da Confederação Africana reverte resultado da final após polêmica com pênalti, paralisação e saída de campo

Futebol|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CAF retirou o título da Copa Africana de Nações de Senegal e declarou Marrocos campeão de 2025.
  • A decisão foi baseada na conduta irregular de Senegal que abandonou o campo sem autorização após um pênalti marcado contra.
  • Senegal havia vencido a final por 1 a 0 na prorrogação, mas a CAF considerou a saída de campo como infração grave.
  • Senegal anunciou que irá recorrer da decisão, contestando o veredito que considera "injusto".

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Dentro de campo, Senegal foi campeã da Copa Africana de Nações Reprodução/Instagram @sadiomaneofficiel

A CAF (Confederação Africana de Futebol) decidiu na última terça-feira (17) retirar o título da Copa Africana de Nações de Senegal e declarar Marrocos campeão da edição de 2025. A mudança ocorre após recurso da federação marroquina, aceito pelo Comitê de Apelações, que considerou irregular a conduta senegalesa na final disputada em janeiro, em Rabat.

O órgão entendeu que a equipe deixou o campo sem autorização após a marcação de um pênalti nos acréscimos, o que, pelo regulamento, configura derrota por W.O. (3 a 0). Senegal já anunciou que vai recorrer da decisão e classificou o veredito como “injusto”. O caso ganhou contornos dramáticos por conta do que aconteceu dentro de campo.


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Na decisão, Senegal venceu por 1 a 0 na prorrogação, garantindo o que seria seu segundo título continental. No entanto, o desfecho foi colocado em xeque por uma sequência de lances polêmicos nos minutos finais do tempo regulamentar, que desencadearam protestos, paralisação e, posteriormente, punições disciplinares.

Pênalti polêmico

A confusão começou após um gol senegalês ser anulado por falta em Achraf Hakimi. Pouco depois, já nos acréscimos, o árbitro marcou pênalti para o Marrocos após revisão do VAR, apontando falta de Malick Diouf em Brahim Díaz. Revoltados, jogadores de Senegal deixaram o campo por alguns minutos, atendendo a um pedido do técnico Pape Thiaw, antes de retornarem após intervenção de Sadio Mané.


Com a bola rolando novamente, o próprio Brahim Díaz cobrou o pênalti de cavadinha, mas parou em Édouard Mendy. O jogo seguiu para a prorrogação, onde Pape Gueye marcou o gol que, naquele momento, garantiu o título aos senegaleses. Ainda assim, os episódios anteriores foram analisados posteriormente pela CAF, que entendeu que a saída de campo configurou infração grave ao regulamento.

Por que Senegal perdeu o título?

Segundo a CAF, a decisão se baseia nos artigos 82 e 84 do regulamento da competição. O primeiro prevê que uma equipe que abandona o campo sem autorização do árbitro é considerada derrotada e eliminada. Já o segundo determina que a infração resulta em derrota automática por 3 a 0, além de possíveis sanções adicionais.


Com isso, o resultado de campo foi anulado, e o título passou oficialmente ao Marrocos. Além da perda da taça, jogadores e membros das duas seleções foram punidos por condutas consideradas inadequadas, incluindo suspensões e multas, punições válidas apenas para competições organizadas pela CAF.

A federação senegalesa contesta a decisão e promete levar o caso adiante, em um imbróglio que ainda deve render novos capítulos nos bastidores do futebol africano.

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