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Copa-2014: Bedoya vê os Estados Unidos "sempre confiantes"

Futebol|Do R7

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Apesar de terem caído num grupo complicado, junto com Alemanha, Portugal e Gana, os Estados Unidos chegam à Copa do Mundo-2014 "sempre confiantes", com a mentalidade de uma equipe que nunca desiste, explicou à AFP o meia Alejandro Bedoya.

P: Os Estados Unidos podem sobreviver num grupo tão difícil?


R: "É o grupo da morte. Vai ser muito difícil. Mas nós americanos estamos sempre confiantes, temos uma mentalidade de nunca desistir. Temos uma equipe muito homogênea. Sabemos que se nos mantermos compactos, defendendo bem, temos qualidade no meio e no ataque para marcar gols. Tudo é possível. A primeira partida contra Gana determinará nossa sequência. Gana nos eliminou nas últimas duas Copas (na fase de grupos em 2006, nas oitavas de final em 2010). Teremos que medir forças novamente e faremos de tudo para que isto não aconteça de novo. Portugal e Alemanha também têm pontos fracos. Vamos estudar atenciosamente os vídeos. Avançar à próxima fase num grupo como este já seria bom. Depois, no mata-mata, tudo pode acontecer".

P: Você estava na lista dos 30 convocados, mas acabou sendo cortado da lista de 23 para a Copa do Mundo-2010. Os Estados Unidos estão mais fortes que há quatro anos?


R: "Sim. Os jogadores têm mais experiência, melhores jogadores em cada posição. A equipe era boa em 2010, mas esta tem mais elenco. Acredito que Jurgen Klinsmann teve mais dificuldade para montar a lista de convocados agora do que Bob Bradley em 2010".

P: O que Klinsmann traz de novo para a seleção dos Estados Unidos?


R: "Uma nova mentalidade, mais confiança. Ele sabe motivar os jogadores. Seus discursos são emocionantes e com a experiência que tem, todo mundo escuta o que ele tem para dizer. No plano tático, ele quer que a gente coloque a bola no chão, que toquemos mais a bola, quando tradicionalmente o jogo americano é mais direto, baseado no contra-ataque. Ao mesmo tempo, ele quer manter uma defesa sólida e nossa mentalidade".

P: Esta mentalidade ainda é o maior trunfo da seleção americana?


R: "Sim. Esta mentalidade de nunca desistir é a base de nossa seleção, talvez mais que para outras equipes. É claro que temos egos e individualidades, mas os jogadores são muito próximos uns dos outros".

P: Você vê nos Estados Unidos um novo interesse pelo 'Soccer' nestes últimos anos?

R: "Sim. Esta Copa do Mundo será a mais vista pelos americanos, e não somente pelos fãs dos futebol. Ela vai chamar um público que normalmente se interessa apenas pelos outros esportas americanos. Não só por ser no Brasil, com horários favoráveis para os americanos. A MLS (Campeonato Americano de futebol) está mais competitiva e isto trouxe mais interesse pelo futebol. As grandes Ligas do mundo, principalmente a Premier League inglesa, têm mais seguidores. Temos também mais programas sobre futebol na televisão, comerciais com jogadores americanos. Nas redes sociais, estão falando muito de 'soccer', da seleção".

P: É difícil viver como jogador de futebol nos Estados Unidos?

R: "Não. Na verdade, o 'soccer' é o esporte mais popular até a adolescência. Todas as crianças jogam. Depois, quando crescem e ficam mais fortes, elas escolhem outro esporte, no qual possam ganhar mais dinheiro. Mas os Estados Unidos são um país de imigrantes. O 'soccer' está no sangue de muitos americanos, principalmente dos latino-americanos como eu (Os pais de Bedoya são colombianos)".

Declarações colhidas por Nicolas KIENAST

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