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Contra o San Lorenzo, Real Madrid busca troféu que falta na coleção

Times se enfrentam neste sábado (20) pela final do Mundial de Clubes da Fifa

Futebol|Do R7

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Nas semifinais, San Lorenzo passou no sufoco contra o Auckland City enquanto o Real Madrid atropelou o Cruz Azul
Nas semifinais, San Lorenzo passou no sufoco contra o Auckland City enquanto o Real Madrid atropelou o Cruz Azul

Uma estranha no ninho pode garantir, neste sábado (20), um raro espaço na vasta sala de troféus do estádio Santiago Bernabéu: a cobiçada taça do Mundial de Clubes da Fifa, que o Real Madrid tentará conquistar pela primeira vez na decisão contra o San Lorenzo, às 17h30 (de Brasília), no Grand Stade de Marrakesh, em Marrocos.

Desde que a Fifa decidiu organizar uma disputa entre clubes de todas as suas confederações continentais, em 2000, o Real só teve a chance de brigar por este troféu uma vez, justamente na edição inaugural, disputada no Brasil. Ficou em quarto lugar.

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Em duelos apenas com representantes da Conmebol, pela Copa Intercontinental, foi campeão em 1960, 1998, 2002. A tarefa de amanhã, a princípio não muito complicada devido à diferença técnica e financeira para a equipe argentina, merece ressalvas. Mesmo sem um Cristiano Ronaldo, um Gareth Bale ou um Toni Kroos à disposição, o San Lorenzo se credenciou para a final contando com o imponderável. Seus jogadores levaram o time argentino, que no fim de 2012 estava na zona de rebaixamento do Nacional, a uma arrancada que culminou com o título menos de um ano depois. Daí, veio a conquista da América, com uma campanha na Libertadores na qual sofreu para passar de fases. Mas venceu.

Nas semifinais do Mundial, o clube de Almagro voltou a penar. Passou pelo semiprofissional Auckland City, da Nova Zelãndia, apenas na prorrogação, enquanto o Real, em velocidade de cruzeiro, goleou o Cruz Azul, do México. Apesar desse cenário, não falta confiança aos jogadores e comissão técnica do San Lorenzo, a julgar pelas declarações pós-estreia.

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Embora tenha pregado respeito aos adversários galáticos, o veterano Yepes, de 38 anos, e com passagens por Paris Saint-Germain e Milan no currículo, não tem medo do bicho-papão: "o Real não nos assusta". Autor do gol da vitória sobre o Auckland, o atacante Mauro Matos reproduziu o tom do discurso. "Dentro de campo, somos 11 contra 11. Sabemos do nosso potencial e vamos confiar em nós mesmos. Eles estão usando essa camisa (do Real), mas nós estamos vestindo a do San Lorenzo. Tudo pode acontecer", afirmou.

Edgardo Bauza, o treinador, já avisou que não vai posicionar o time na retranca e mandará a campo os mesmos titulares — Ortigoza só é dúvida porque não está em suas melhores condições físicas. Caso não atue, Quignon será o substituto.

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No Real, o técnico Carlo Ancelotti tem duas dúvidas. Uma delas é sobre se arrisca a escalação do meia James Rodríguez, que se recupera de uma lesão na panturrilha, ou aposta em Ilarramendi — Khedira corre por fora. A outra se refere a Sergio Ramos, que ainda sente dores na coxa esquerda, mas não esconde o desejo de estar em campo, custe o que custar, como disse na entrevista coletiva desta sexta-feira. Homem de fé, o zagueiro também conta com o imponderável.

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