Como um investimento milionário transformou o futebol do Marrocos
Seleção entra em campo contra a França nesta quinta-feira (9) em Boston, nos EUA
Futebol|Do R7
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A classificação do Marrocos para as quartas de final da Copa do Mundo pela segunda edição consecutiva não foi por acaso. O desempenho da seleção marroquina, que entra em campo nesta quinta-feira (9) contra a França, representa a consolidação de um projeto de longo prazo que, nos últimos anos, reposicionou o país entre as principais forças do futebol internacional.
Após décadas de participações discretas em Mundiais, o Marrocos passou a investir de forma consistente na modernização de sua estrutura esportiva. Sob a liderança da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) e com apoio do rei Mohammed VI, o país ampliou os investimentos em infraestrutura, formação de atletas e captação de jogadores com dupla nacionalidade.
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O principal símbolo dessa transformação é o Centro Esportivo Mohammed VI, inaugurado em 2019, nos arredores de Rabat. Considerado um dos mais modernos complexos esportivos da África, o centro recebeu investimentos de cerca de 55 milhões de euros (cerca de R$ 325 milhões) e reúne 11 campos de futebol, centro médico, hotel, alojamentos para atletas, espaços de recuperação e estrutura educacional voltada às categorias de base. O local é utilizado pelas seleções masculinas e femininas, desde as equipes de base até a principal.
O desenvolvimento de jovens talentos tornou-se uma das prioridades do projeto. Além da formação técnica, os atletas recebem acompanhamento escolar e multidisciplinar, criando um ambiente voltado para o crescimento esportivo e pessoal. Os resultados começaram a aparecer rapidamente, com boas campanhas nas categorias de base e a conquista inédita da Copa do Mundo Sub-20 em 2025.
Outro diferencial da estratégia marroquina é o trabalho de identificação de atletas nascidos no exterior com direito de representar o país. A federação mantém uma ampla rede de observação na Europa e trouxe diversos jogadores formados em grandes centros do futebol europeu, que atualmente defendem a seleção marroquina. Casos como os de Brahim Díaz, Achraf Hakimi, Ayyoub Bouaddi e Issa Diop ilustram essa política de integração.
O reflexo desse planejamento ficou evidente na Copa do Mundo. Integrante do Grupo C, o Marrocos empatou com o Brasil na estreia e venceu Escócia e Haiti para avançar às oitavas de final. Na fase eliminatória, superou a Holanda nos pênaltis e eliminou o Canadá.
Agora, os marroquinos voltam a enfrentar a França em uma reedição da semifinal da Copa do Mundo de 2022. A partida será disputada no Estádio de Boston, às 17h (de Brasília).
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