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BRASILEIRO 2022

Com raça e intensidade, Simeone transformou o Atlético de Madri

Futebol|Do R7

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Marcado pela fama de jogador de muita garra, o argentino Diego Simeone tornou-se um técnico de sucesso e conseguiu a façanha de tirar o Atlético de Madri do marasmo para transformá-lo em máquina de vencer, ameaçando a hegemonia dos gigantes Barcelona e Real Madrid.

Intensidade, agressividade e trabalho de equipe, são alguns dos ingredientes da receita de Simeone para levar em menos de dois anos os 'Colchoneros' no meio da tabela à liderança do Campeonato Espanhol.


Na véspera da 17ª rodada, faltando três partidas para o fim do primeiro turno, o Atlético soma 43 pontos de 48 possíveis e divide a ponta com o Barça.

Sob o comando do argentino, o clube da capital espanhola já conquistou três títulos, a Liga Europa e a Supercopa da Europa em 2012 e a Copa do Rei em 2013.


Nesta temporada, além da campanha brilhante na competição local, o time de Simeone também foi implacável na Liga dos Campeões, avançando para a fase de mata-mata como primeiro colocado do grupo G, terminado a primeira fase invicto, com 5 vitória e um empate.

Nas oitavas de final, o adversário será o tradicional Milan, que, por incrível que pareça, não será favorito do confronto se levar em consideração o momento atual das duas equipes (os italianos ocupam apenas a 11ª posição do 'Calcio'.


"Quero ganhar e sempre quero mais em todas as situações", declarou Simeone no último domingo, após mais uma vitória contundente da sua equipe, que acabava de atropelar o Valencia por 3 a 0.

"Não gosto de passividade e quero seguir adiante. A equipe não pode se contentar com a situação atual", avisou Simeone, que espera poder lutar pelo título nacional até o fim.


Com a mesma pontuação, Barça e Atlético também estão empatados no critério do saldo de gols (+34) e os catalães só levam a melhor por ter anotado um gol a mais do que o rival no campeonato (44 contra 43).

Os 'Colchoneros' podem assumir a liderança isolada neste sábado, se derrotarem o Levante, colocando pressão no Barça, que visitam o Getafe no domingo.

A grande fase atual não mudou em nada o estado de espírito da equipe, moldada no caráter de Simeone, que sempre se destacou por jogar com muita raça, no próprio Atlético ou na seleção argentina.

"Quando assumi o comando, a equipe passava por um momento difícil. Para sair desta situação, focamos apenas no presente, pegando um jogo atrás do outro", explicou o técnico de 43 anos.

"Somos o Atlético de Madri e seguimos o caminho que consideramos o mais justo e mais realista, que é viver cada rodada como se fosse a última", resumiu.

Um dois maiores trunfos do argentino foi deixar o time mais forte do que na temporada passada mesmo com a saída da sua maior estrela, o colombiano Radamel Falcao García, vendido por 60 milhões de euros ao Mônaco, da França.

'El Tigre' foi substituído à altura pelo brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa, que marcou 17 gols em 16 rodadas dividindo a artilharia do Campeonato Espanhol com o astro português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid.

Sem Falcao, o time também pratica um futebol mais coletivo, com um elenco mais homogêneo.

Além de Diego Costa, David Villa, contratado no início da temporada junto ao Barcelona, também contribui ao poder ofensivo 'colchonero', assim como os meias Raul García e Arda Turan.

Na retaguarda, o time conta com dois jogadores brasileiros, o lateral Filipe Luis e o zagueiro Miranda.

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