Colômbia e Argentina embalados para brilhar no Brasil
Futebol|Do R7
Argentina e Colômbia foram as seleções que mais impressionaram nas eliminatórias sul-americanas, mostrando que têm tudo para fazer bonito na Copa do Mundo do Brasil-2014.
O Uruguai, que precisou passar pela repescagem, sonha em repetir a façanha de 1950, quando conquistou o bicampeonato em pleno Maracanã, enquanto Chile e Equador querem surpreender.
- Argentina à espera de Messi
A seleção comandada por Alejandro Sabella foi a primeira sul-americana a garantir em campo a classificação para a Copa, faltando três rodadas para o fim das eliminatórias.
A principal dúvida é a forma do craque Lionel Messi, eleito melhor do jogador do mundo nos últimos quatro anos, que vem sofrendo repetidas lesões nos últimos meses e só voltará aos gramados em janeiro.
"Messi vai se recuperar a tempo. Tomara que não aconteça nada de mais grave até junho", declarou Sabella recentemente.
Se o camisa 10 do Barcelona estiver 100%, ele formará um 'quarteto fantástico' ao lado de Gonzalo Higuaín, do Napoli, Sergio Aguero, do Manchester City, e Angel Di María, do Real Madrid.
Os argentinos fecharam as eliminatórias sul-americanas com o melhor ataque, com 35 gols marcados em 16 partidas.
- Colômbia brilha com sua 'geração dourada'
A seleção colombiana voltará a disputar uma Copa após 16 anos de ausência e será comandada por um técnico estrangeiro, o argentino José Pekerman.
Além do artilheiro Radamel Falcao García, os 'cafeteiros' contam conta com meias talentosos como James Rodríguez, Teófilo Gutiérrez e Fredy Guarín, e um ótimo goleiro, David Ospina.
Com grande poder de fogo, os colombianos também têm uma ótima defesa, a menos vazada das eliminatórias sul-americanas, com apenas 13 gols sofridos.
O ótimo desempenho rendeu à Colômbia a condição de cabeça de chave no sorteio dos grupos por ser a quarta colocada no ranking da Fifa.
Em 14 de novembro, os colombianos mostraram sua força ao derrotara a Bélgica por 2 a 0 em Bruxelas, em amistoso entre as duas seleções apontadas como possíveis sensações da Copa.
- Uruguai busca inspiração no título de 1950
Atual campeã da Copa América, a 'Celeste' chegou a ficar em situação delicada nas eliminatórias, mas acordou na reta final para arrancar a classificação na repescagem.
Em seguida, os comandados do técnico Oscar Tabárez tiveram vida mais fácil contra a Jordânia, que goleou por 5 a 0 em Amã antes de empatar sem gols em casa.
No estádio Centenário de Montevidéu, o espetáculo dentro de campo decepcionou, mas a torcida vibrou com a homenagem ao ex-atacante Alcides Ghiggia, carrasco do Brasil no Mundial de 1950.
Desde que a seleção uruguaia garantiu sua vaga, a mídia local vem agitando o 'fantasma do maracanaço', que também foi usado em campanhas publicitárias.
O capitão Diego Lugano ficou irritado com este alvoroço e deixou claro que não queria viver do passado.
"Nós não gostamos do tema do fantasma, porque não é o que pensamos a respeito da seleção", criticou o ex-jogador do São Paulo.
Os grandes destaques da 'Celeste' são os atacantes Luis Suárez, do Liverpool, e Edinson Cavani, do Napoli.
Melhor jogador da última Copa do Mundo, quando levou a equipe às semifinais, o veterano Diego Forlán, do Internacional, perdeu espaço, mas ainda é uma referência na equipe e pode fazer valer sua experiência.
- Chile aposta no seu poder ofensivo
A seleção chilena, que assim como a Colômbia é comandada por um argentino, Jorge Sampaoli, fez uma boa campanha nas eliminatórias, com o segundo melhor ataque, autor de 29 gols. Discípulo de Marcelo Bielsa, que comandou a equipe em 2010 na África do Sul, o treinador manteve a tradição ofensiva do seu mentor.
A equipe conta com jogadores que brilharam em grandes clubes europeus, como Arturo Vidal, peça fundamental do bicampeonato da Juventus na Itália, e Alexis Sánchez, parceiro de Neymar no ataque do Barcelona.
Sampaoli também tem dois jogadores de destaque no futebol brasileiro: o meia Valdivia, do Palmeiras, e o atacante Eduardo Vargas, do Grêmio.
Em 15 de novembro, os chilenos impressionaram ao derrotar a Inglaterra por 2 a 0 em pleno Wembley, com dois gols de Sánchez.
Cinco dias depois, porém, perderam por 2 a 1 para o Brasil, em Toronto.
-Equador perde força sem a altitude
O Equador disputará no Brasil a terceira Copa do Mundo da sua história, após ter participado das edições de 2002 e 2006.
Os equatorianos serão comandados por um técnico colombiano, Reinaldo Rueda, que esteve à frente de Honduras no Mundial de 2010.
Adversário difícil de ser batido quando joga na altitude de 2.850 metros de Quito, o Equador costuma ter um rendimento bem inferior fora dos seus domínios. Foram sete vitória e um empate em casa, contra três empates e cinco derrotas fora.
Os maiores destaques da seleção equatoriana são Antonio Valencia, Felipe Caicedo, Christian Noboa e Jefferson Montero.
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