Cocaína? Ex-médico da seleção prega cautela no caso Guerrero
José Luiz Runco lembrou que substância também aparece em remédios
Futebol|Paulo Amaral, do R7*

O doping de Paolo Guerrero na partida entre Peru e Argentina, válida pelas Eliminatórias para a Copa da Rússia, caiu como uma bomba no mundo esportivo e abalou as estruturas do futebol sul-americano, mas o assunto ainda está bem longe de ser encerrado.
Sem antecedentes em toda sua carreira, o jogador, que tem passagens pelo Corinthians e pelo futebol alemão, fez uma pergunta ficar pairando no ar: será mesmo que Guerrero arriscaria o uso de cocaína e colocaria seu futuro nos campos em perigo?
Para José Luiz Runco, ex-médico da seleção brasileira e do próprio Flamengo, a resposta não pode ser cravada de maneira positiva. Em contato com a reportagem do R7, Runco lembrou que não é apenas na droga social que o composto proibido é encontrado.
— Acho que precisa rastrear o que realmente aconteceu no corpo do atleta, para ter um argumento. Essa substância pode estar presente em vários medicamentos.
Flagrado no exame pelo uso de Benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, o jogador foi suspenso preventivamente pela Fifa e, a princípio, perderá, além da repescagem para o Mundial, seis jogos do Brasileirão pelo Flamengo. Se for considerado culpado, pode pegar uma longa suspensão (dois a quatro anos) ou até ser excluído definitivamente do esporte.
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O ex-médico da seleção alertou, lembrando de experiências anteriores, que os atletas, muitas vezes, consomem remédios sem consultar previamente os profissionais do clube, e que isso pode ter acontecido no caso do peruano.
— O atleta toma medicamentos por conta própria e por indicação de amigos e é difícil dizer exatamente de onde o jogador consumiu a substância. Pode ser de remédio para gripe sim, como chá medicinal e até mesmo outras coisas.
Runco não quis comparar o caso envolvendo o camisa 9 do Flamengo com o do ex-goleiro Zetti, que chegou a ser suspenso por um ano pela Fifa por supostamente ter usado cocaína em uma partida contra a Bolívia, válida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994. Na ocasião, ficou provado que o goleiro brasileiro havia ingerido chá de coca, que diminui os efeitos da altitude. Runco, no entanto, mostrou confiança na defesa do atleta.
— Pelo que li, o médico da seleção afirma que é um medicamento controlado. Ele está sendo categórico. Eu me preocupava muito com isso, só trabalhava com remédio que não tinha chance de doping na seleção. São coisas que precisam ter um cuidado especial. Vai depender da defesa dele e do que vão discutir.
*Colaborou Leonardo Vallejo, estagiário do R7
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Na sexta-feira (3), a notícia de que Paolo Guerrero, do Flamengo, foi pego no exame antidoping assustou o mundo esportivo. Como medida preventiva, o atleta terá que se ausentar das quadras por 30 dias. Por isso, o R7 separou alguns dos maiores sustos do esporte quando o assunto é doping. Veja os nomes! EsportesR7 no YouTube. Inscreva-se





































