Futebol Coaching de jogadores de futebol promete solução para má fase de craques

Coaching de jogadores de futebol promete solução para má fase de craques

Especialista em psicologia do esporte garante melhora imediata no desempenho 

Coaching de jogadores de futebol promete solução para má fase de craques

Lucas viu seu futebol desabar  e deve ficar de fora da Copa

Lucas viu seu futebol desabar e deve ficar de fora da Copa

Getty Images

O que explica o fato de Lucas, uma das principais revelações do Brasil, não jogar nada na França? Por que Ganso, que brilhou com a camisa do Santos, não consegue exibir um bom futebol no São Paulo?

O coaching de jogadores Marcelo Astrolino, morador do Rio de Janeiro e especialista em psicologia do esporte, promete ter as respostas e mais: as soluções para esses casos algumas vezes inexplicáveis.

O R7 bateu um papo com Astrolino, que falou sobre o que é ser um coaching, mostrou os mapeamentos que faz com os atletas e comentou o caso específico de Lucas.

— Um coaching esportivo faz um mapeamento emocional dos jogadores para melhorar o desempenho deles dentro de campo. São esses fatores que levam o atleta ao erro ou ao acerto no momento decisivo de uma partida.

A parte psicológica já ganhou a atenção dos clubes há algum tempo. Porém, o coaching explica por que seu trabalho se diferencia do que já acontece nos grandes times de futebol.

— O meu foco não são apenas os problemas externos pelos quais o jogador passa, o clube só dá suporte extra campo para o profissional. A própria competição gera questões de stress que têm que ser trabalhadas. Mas, o que é mais inovador é que eu trabalho individualmente com cada um, são histórias e traumas diferentes.

A metodologia para isso, segundo Astrolino, é fazer com que o jogador entende seus pontos fracos, como ansiedade e emoções, e lide com isso no dia a dia para se sair melhor no momento em que está no campo.

— Eu sento com o cara e peço para ver os jogos de alto nível dele. A partir daí, pela observação, eu faço um mapeamento baseado na leitura corporal, que é o melhor jeito de adquirir informações do comportamento.

Depois da observação, o coaching passa para o jogador os pontos de deficiência que ele tem e começa um processo de autoconhecimento por parte do atleta, no qual ele vai aprender a lidar com suas emoções fora de campo e, posteriormente, transportá-las para dentro das quatro linhas.

A melhora, segundo Astrolino, já pode ser notada no jogo seguinte à consulta. Mas, ele deixa claro: não consegue transformar um mau jogador em craque e sim estimular aqueles que já têm talento, mas não conseguem desenvolvê-lo.

Lucas e Messi

Mas, como saber diferenciar quando o problema dos grandes jogadores é ou não emocional? Astrolino garante que não é tão simples assim, mas que, com um pouco de conhecimento, a diferença já é notável.

— Os casos de Lucas e Ganso são típicos de problemas emocionais. Jogadores jovens e talentosos que estão lidando com pressões e visibilidades de maneira muito rápida. Já o do Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, é uma acomodação de um grande jogador que já não tem tanta vontade assim de jogar.

Questionado especificamente sobre Lucas, que saiu do São Paulo para o PSG tido como grande postulante a craque e não convenceu no clube francês, o coaching diz que conseguiria solucionar rapidamente o problema do meia.

— Ele não briga, não revida e não tem malícia. Isso, em campo, é muito visível. Quando ele leva isso para a competição, não consegue se impor. Esse traço tem que ser trabalhado melhor no social para que ele também possa mostrar o futebol que tem, para ele ser mais agressivo no jogo. Eu daria para ele em seis meses uma maturidade que ele só teria daqui a uns cinco anos.

Outro caso muito comentado no futebol é o de Lionel Messi, craque indiscutível no Barcelona, mas que deixa a desejar vestindo a camisa da seleção argentina. Para Astrolino, no entanto, o problema de Messi não é emocional, mas sim de estrutura.

— Nesse caso do Messi, eu não vejo bem assim [emocional]. Eu vejo que no Barcelona ele tem uma estrutura que funciona já há muito tempo. São grandes nomes que jogam com ele e para ele. O jogador, quando atinge esse nível de jogo, não por coincidência, já é dotado de uma inteligência maior para superar os desafios emocionais.

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