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BRASILEIRO 2022

Clubes europeus fazem campanha para iniciar proibição de gramados sintéticos; entenda

Uso de campo artificial não é visto com bons olhos no futebol internacional, enquanto crescimento é grande no Brasil

Futebol|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Clubes europeus estão pressionando para proibir o uso de gramados sintéticos no futebol.
  • A Holanda já proibiu jogos em campos 100% artificiais após denúncias de lesões e problemas no jogo.
  • A Uefa permite gramados sintéticos, exceto na final da Champions League, desde que tenham o certificado FIFA Quality Pro.
  • Especialistas buscam entender o impacto do gramado sintético na recuperação e desempenho dos atletas em comparação ao gramado natural.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sevilla tem um dos poucos estádios que usa grama sintética na Europa Divulgação / Sevilla

Enquanto no Brasil, o uso de gramado sintético tem aumentado, na Europa, há uma forte campanha de clubes e ligas para proibirem cada vez menos o uso do sintético. Nessa temporada, a Holanda proibiu jogos em gramados 100% artificiais após pressão dos sindicatos dos jogadores que alegaram problemas em como a bola rolava e por estarem mais vulneráveis a sofrerem lesões.

As principais ligas internacionais como a primeira divisão da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal também não sediam partidas em estádios com grama totalmente sintética.


Por outro lado, o Young Boys da Suíça, clube que disputa a Champions League, utiliza grama sintética no Stadion Wankdorf, estádio onde manda os jogos. A decisão passa pela influência climática para realização das partidas, devido às constantes nevascas na Suíça.

A Uefa permite o uso de grama sintética em todos os jogos da competição, exceto na final. O campo deve ter o certificado Fifa Quality Pro, válido por toda competição e o clube mandante é responsável por obter todas as garantias para manutenção do gramado e medidas de segurança para a partida.


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Gramado sintético prejudica desempenho dos atletas?

Em termos de recuperação pós-jogo e treino, especialistas também apontam se o gramado sintético tem algum impacto negativo no tempo de recuperação dos atletas em comparação com o gramado natural e se há alguma diferença significativa nos cuidados que os atletas precisam ter com os dois tipos de campo.

“Existem poucos dados científicos, até o momento, que investigaram as diferenças no desempenho físico de jogadores de futebol em gramados sintético e natural. Uma pesquisa recente evidenciou que durante os jogos realizados em gramado sintético, os zagueiros, volantes e laterais percorreram uma distância total maior e realizaram mais ações de corrida de média e alta velocidade (sprints) comparado aos jogos que ocorreram em gramado natural”, diz Fabrício Rapello, fisioterapeuta esportivo especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil) e que já trabalhou no Santos por quatro anos.


“Zagueiros, volantes e atacantes (pontas) realizaram mais ações de aceleração e desaceleração total no gramado sintético comparado ao natural. Atacantes (pontas e centroavante) realizaram mais ações de desaceleração de alta intensidade no gramado sintético comparado ao natural. Sendo assim, é necessário que a comissão técnica e preparadores físicos planejem e executem treinos físicos adequados para os atletas suportarem a maior demanda física inerente aos jogos realizados em gramado sintético”, completa Rapello.

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