Clubes europeus fazem campanha para iniciar proibição de gramados sintéticos; entenda
Uso de campo artificial não é visto com bons olhos no futebol internacional, enquanto crescimento é grande no Brasil
Futebol|Do Estadão Conteúdo
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Enquanto no Brasil, o uso de gramado sintético tem aumentado, na Europa, há uma forte campanha de clubes e ligas para proibirem cada vez menos o uso do sintético. Nessa temporada, a Holanda proibiu jogos em gramados 100% artificiais após pressão dos sindicatos dos jogadores que alegaram problemas em como a bola rolava e por estarem mais vulneráveis a sofrerem lesões.
As principais ligas internacionais como a primeira divisão da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal também não sediam partidas em estádios com grama totalmente sintética.
Por outro lado, o Young Boys da Suíça, clube que disputa a Champions League, utiliza grama sintética no Stadion Wankdorf, estádio onde manda os jogos. A decisão passa pela influência climática para realização das partidas, devido às constantes nevascas na Suíça.
A Uefa permite o uso de grama sintética em todos os jogos da competição, exceto na final. O campo deve ter o certificado Fifa Quality Pro, válido por toda competição e o clube mandante é responsável por obter todas as garantias para manutenção do gramado e medidas de segurança para a partida.
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Gramado sintético prejudica desempenho dos atletas?
Em termos de recuperação pós-jogo e treino, especialistas também apontam se o gramado sintético tem algum impacto negativo no tempo de recuperação dos atletas em comparação com o gramado natural e se há alguma diferença significativa nos cuidados que os atletas precisam ter com os dois tipos de campo.
“Existem poucos dados científicos, até o momento, que investigaram as diferenças no desempenho físico de jogadores de futebol em gramados sintético e natural. Uma pesquisa recente evidenciou que durante os jogos realizados em gramado sintético, os zagueiros, volantes e laterais percorreram uma distância total maior e realizaram mais ações de corrida de média e alta velocidade (sprints) comparado aos jogos que ocorreram em gramado natural”, diz Fabrício Rapello, fisioterapeuta esportivo especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil) e que já trabalhou no Santos por quatro anos.
“Zagueiros, volantes e atacantes (pontas) realizaram mais ações de aceleração e desaceleração total no gramado sintético comparado ao natural. Atacantes (pontas e centroavante) realizaram mais ações de desaceleração de alta intensidade no gramado sintético comparado ao natural. Sendo assim, é necessário que a comissão técnica e preparadores físicos planejem e executem treinos físicos adequados para os atletas suportarem a maior demanda física inerente aos jogos realizados em gramado sintético”, completa Rapello.
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