Cicinho abre jogo sobre seus vinte como alcoólatra: ‘Ia treinar bêbado pelo Real Madrid’
Ex-jogador superou a dependência da bebida graças à esposa e à religião e hoje dá palestras mostrando os malefícios dos vícios
Futebol|Do R7
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Aos 46 anos, longe dos gramados desde 2018, Cicinho abriu o jogo com franqueza ao falar da época em que era alcoólatra e mostra os caminhos que seguiu para conseguir largar a dependência.
Cícero João de Cézare, conhecido como Cicinho, jogava como lateral direito e teve passagens memoráveis pelo São Paulo, Real Madrid e pela seleção brasileira, e seu contato com álcool começou cedo.
Aos 13 anos de idade, ele experimentou cerveja pela primeira vez.
“Disseram para mim que cerveja era bom e eu bebi. Tudo começou com o primeiro gole, e eu não parei até meus trinta anos”, disse ele em entrevista ao jornal espanhol Marca.
Quando morava na Espanha, Cicinho evitava sair na rua porque, para todo lugar que ia, era seguido por fotógrafos da imprensa e, por causa disso, ficava a maior parte do tempo em sua casa, junto com amigos, e, nessas ocasiões, eles bebiam sem parar.
Além de beber, Cicinho também fumou cigarros por onze anos de sua vida.
“Eu só fumava quando bebia, mas eu bebia todos os dias”, confessa.
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Na época em que jogava pelo Real Madrid, ele normalmente ia dormir às 4h da manhã, mas, quando chegava no treino das 8h, ele já estava bêbado.
“Se me perguntarem se eu já fui treinar bêbado no Real Madrid, a resposta é sim. Antes de sair, eu tomava três ou quatro cafés e fumava um maço de cigarros para disfarçar o cheiro de álcool. nem o Capello [Fabio Capello, treinador] desconfiava ”, diz.
Cicinho se lembra de uma ocasião, em Roma (Itália) em que se superou e, em um só dia, bebeu 70 cervejas, 15 caipirinhas e fumou dois maços de cigarros.
Aos poucos, ele foi percebendo que tinha perdido o controle e que seus maus hábitos o estavam afastando das coisas que gostava de verdade.
“Quando Deus dá um dom e não sabemos como administrar, é porque algo está errado”, disse.
Foi assim, amparado pela sua mulher, Marry de Andrade, com quem é casado desde 2012, e fundamentado por sua fé religiosa, que Cicinho decidiu mudar de vida e entrou em uma nova fase.
“Agora, minha fase é compartilhar meu testemunho e ajudar os outros. Dou palestras motivacionais. Eu acredito profundamente em Deus: ele te ajuda a se purificar do mal. Eu não tenho problemas com álcool há anos, não traio minha mulher, vivo segundo os princípios que Deus me pede.
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