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Chumbo trocado: relembre os confrontos entre Vasco e Cruzeiro em mata-matas

As equipes se reencontram para o duelo válido pela 25ª rodada do Brasileirão

Campeonato Brasileiro Série A|Do R7

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Spinelli e Fabrício Bruno brilham por Vasco e Cruzeiro no Brasileirão Reprodução/Instagram

Vasco e Cruzeiro construíram uma história de confrontos memoráveis no futebol brasileiro. Agora, os gigantes voltam a se encontrar pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026, com transmissão da RECORD, RecordPlus e R7.com neste sábado (29), às 20h55.

Relembre os principais duelos entre os clubes que marcaram o caminho para grandes conquistas.


Copa do Brasil 2003 - Quartas de final

Em mais um encontro pela Copa do Brasil, o Cruzeiro recebeu o Vasco em casa na partida de ida das quartas de final do campeonato de 2003. Em um dos anos mais vitoriosos da história do clube, o Cabuloso buscava a sua quarta taça da Copa do Brasil, mas um adversário já conhecido se colocou em seu caminho.

Na quarta vez em que os clubes se enfrentavam pela competição, a expectativa era alta para ambas as equipes. Em uma partida inspirada do capitão e ídolo cruzeirense Alex, o lance do primeiro gol saiu logo de sua cabeça, deixando a bola nos pés de Aristizábal, que abriu o placar aos 13 minutos de jogo.


Depois de mais 13 minutos, foi a vez de o Vasco igualar o placar. Em uma jogada inspirada de Marques e Danilo Sacramento, a defesa não conseguiu acompanhar a troca de passes, que terminou no fundo das redes após a finalização do camisa 11, Marques.

Já no segundo tempo, Alex voltou a brilhar. Depois de ter um gol anulado por impedimento de forma incorreta, o jogador não se abalou. Aproveitando a sobra de uma bola que a defesa não conseguiu afastar, o capitão balançou as redes e fechou o placar da noite em 2 a 1, garantindo mais uma vitória para a Raposa e mantendo a equipe com 32 jogos de invencibilidade na temporada.


Na partida de volta, em São Januário, o cenário foi muito parecido, com Alex aparecendo mais uma vez, agora para abrir o placar. No início do segundo tempo, o zagueiro do Cabuloso, Augusto Recife, acabou sendo expulso após receber o segundo cartão amarelo por fazer cera, deixando o time mineiro em desvantagem numérica.

A situação refletiu no andamento da partida, e o Vasco conseguiu empatar aos 15 minutos. Apesar do esforço do time carioca, o resultado não foi suficiente para impedir a classificação daquele que seria não somente o grande campeão da Copa do Brasil daquele ano, mas também o dono das taças do Campeonato Mineiro e do Campeonato Brasileiro, garantindo a tríplice coroa.


Copa João Havelange 2000 - Semifinal

Após um jogo truncado na ida, que terminou empatado em 2 a 2, o Cruzeiro recebeu o Vasco no Mineirão para a disputa da semifinal da Copa João Havelange. A competição correspondeu ao Campeonato Brasileiro daquele ano e foi organizada pelo Clube dos 13, união dos maiores clubes do país, após a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ser proibida de organizar o torneio.

A partida começou muito disputada, e o placar só foi aberto aos 32 minutos de jogo. Após uma falta próxima à área ser marcada a favor do clube carioca, o gênio das bolas paradas, Juninho Pernambucano, fez uma pintura de gol, colocando a bola no ângulo do goleiro Fabiano.

Não demorou muito para o Cruzeiro devolver o golpe. Após uma bela jogada do Cabuloso, Fábio Júnior finalizou para uma grande defesa de Helton, que não contava com a presença de Juan Pablo Sorín. O argentino apareceu de peixinho e marcou o gol de empate.

Foi no segundo tempo que a partida foi decidida. Depois de Euller deixar o zagueiro da Raposa para trás, o atacante colocou o Vasco novamente na frente do placar com um chute no cantinho, sem chances para o goleiro.

Romário foi fundamental para a conquista do título da Copa João Havelange Reprodução/Club de Regatas Vasco da Gama

Fechando o placar e garantindo a classificação para a grande final, Romário aproveitou um lançamento em profundidade, driblou o goleiro e marcou mais um golaço para o Cruzmaltino.

O Vasco ainda conseguiu vencer o São Caetano na final e garantiu o quarto e último título do Campeonato Brasileiro de sua história.

Copa Libertadores 1998 - Oitavas de final

O Vasco da Gama chegou à final e conquistou o título da Copa Libertadores de 1998 Reprodução/Club de Regatas Vasco da Gama

Vivendo o ano mais importante de sua história centenária, o Vasco chegava às oitavas de final da Copa Libertadores de 1998 depois de se classificar em segundo lugar no grupo que tinha Grêmio e mais dois times mexicanos, América e Chivas. O sorteio do mata-mata colocou frente a frente dois dos maiores clubes do Brasil, e a torcida vascaína esperava ansiosamente pelo duelo contra o Cruzeiro.

A primeira partida do confronto foi disputada em São Januário, e o Cruzmaltino contou com o apoio da torcida para tentar garantir a classificação. Em um jogo truncado, o Vasco começou a partida perdendo após uma falta na área que garantiu uma penalidade para o Cruzeiro. Aos 20 minutos do primeiro tempo, o time mineiro abriu o placar.

Apesar do resultado negativo, a torcida não se calou em São Januário e, apenas sete minutos depois, uma bola alçada na área encontrou Donizete, que cabeceou e acertou a parte inferior da trave direita do goleiro. No rebote, com o gol vazio, Luizão não desperdiçou e igualou o placar para o clube carioca.

A virada veio somente no segundo tempo. O mesmo Donizete que havia acertado a trave voltou a aparecer no ataque e acertou uma bomba para o fundo das redes, dando a vantagem que garantiu a vitória ao Cruzmaltino.

No jogo de volta, no Mineirão, o resultado não foi feliz para os cruzeirenses. A partida terminou em 0 a 0, garantindo a classificação vascaína em uma campanha que terminaria com o primeiro título da Copa Libertadores da história do clube.

Copa do Brasil 1996 - Oitavas de final

Marcando a história do confronto com o maior placar registrado, o duelo pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 1996 começou com o mando de campo do Vasco, com a primeira partida disputada em São Januário.

Ser o dono da casa não adiantou muito para o clube carioca naquela ocasião. O placar foi aberto logo aos três minutos de jogo, após um chute de fora da área de Ueslei, que nem ia na direção do gol, mas acabou desviando no zagueiro e balançando as redes pela primeira vez na partida.

O Cabuloso ampliou o placar aos 11 minutos. Após um cruzamento quase da bandeirinha de escanteio, a bola sobrou livre para o zagueiro Gélson Baresi, que marcou o segundo gol do Cruzeiro.

Ainda no primeiro tempo, o Vasco conseguiu diminuir. Após uma falha do próprio Gélson, que pouco antes havia balançado as redes, Nílson driblou o goleiro Dida e marcou um golaço.

Foi no segundo tempo que o passeio aconteceu. Aos sete minutos, Roberto Gaúcho fez o terceiro para a Raposa após aproveitar o rebote do goleiro. Apenas três minutos depois, foi a vez de Marcelo, que acertou um chute colocado no canto inferior do gol. A bola parecia entrar em câmera lenta antes de morrer nas redes.

Aos 15 minutos, Palhinha aproveitou mais um rebote e se esticou para cabecear a bola e marcar o quinto gol do Cruzeiro.

Mesmo com a derrota praticamente garantida, o Vasco ainda conseguiu diminuir o placar com mais um golaço. Após um chute do meio da rua, Zinho acertou a trave de Dida e contou com a sorte para ver a bola sobrar no fundo do gol.

Edmundo marcou o último gol da partida contra o seu ex-clube Reprodução/Instagram

Fechando a vitória elástica no duelo, Edmundo aproveitou uma falha da marcação e não desperdiçou no um contra um com o goleiro vascaíno, colocando o ponto final na partida, que terminou em 6 a 2 para o Cruzeiro.

A partida de volta, no Mineirão, contou com o apoio da torcida do Cruzeiro, mas, com o placar já praticamente garantido no primeiro duelo, o Cabuloso jogou pelo empate e terminou a partida em 1 a 1.

Na mesma campanha, depois de derrotar Corinthians, Flamengo e Palmeiras, o time mineiro conquistou a taça da Copa do Brasil pela primeira vez em sua história.

Brasileirão 1974 - Final

Após o empate em pontos no quadrangular final do Campeonato Brasileiro de 1974, Cruzeiro e Vasco se viram obrigados a disputar uma partida de desempate pela taça daquele ano. Apesar da vantagem cruzeirense no saldo de gols, o critério não era utilizado para definir o campeão naquela época.

A torcida reunida no Maracanã não demorou muito para ver a bola entrar pela primeira vez. Aos 14 minutos de jogo, o Vasco realizou uma jogada ensaiada em uma cobrança de falta. A bola sobrou no meio da confusão dentro da área, e Ademir da Silva marcou de canhota, próximo à marca do pênalti, abrindo o placar.

A partida continuou bastante disputada até que, aos 18 minutos do segundo tempo, foi a vez de o Cabuloso marcar. Após um passe de Eduardo Amorim, Nelinho acertou um chute antológico de fora da área e igualou o placar.

Quatorze minutos depois, o Vasco voltou ao comando do jogo. A jogada começou nos pés de Alcir, que fez um lançamento na medida para Jorginho Carvoeiro. O atacante escapou da marcação, ficou sozinho diante do goleiro e marcou o gol que garantiu o primeiro título do Campeonato Brasileiro da história do Cruzmaltino.

Fique ligado! Você acompanha o duelo entre Vasco e Cruzeiro pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026 neste sábado (29), a partir das 20h55, com transmissão da RECORD, R7.com e RecordPlus!

Veja também: Ídolos nacionais! Relembre 5 craques que atuaram por Vasco e Cruzeiro

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