Futebol Brasileiros e argentinos colecionam confusões e polêmicas no futebol

Brasileiros e argentinos colecionam confusões e polêmicas no futebol

No domingo (5), seleções nacionais tiveram partida cancelada porque jogadores 'hermanos' desrespeitaram regras sanitárias

  • Futebol | Da AFP

Messi e Neymar conversam com autoridade da Anvisa

Messi e Neymar conversam com autoridade da Anvisa

Amanda Perobelli/Reuters - 05.09.2021

A famosa água de Branco, palavras cruzadas entre Pelé e Maradona, batalhas campais e, agora, uma ordem de deportação executada em campo. Os jogos entre brasileiros e argentinos, rivais ferrenhos, costumam ser muito mais do que futebol.

A última polêmica entre os dois países no futebol ocorreu neste domingo (5), em São Paulo, no primeiro confronto desde que os "hermanos" derrotaram a seleção brasileira na final da Copa América 2021, no Maracanã, em julho.

O duelo o Brasil de Neymar e a Argentina de Messi pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da América do Sul durou apenas 7 minutos.

Em seguida, um grupo de agentes de saúde brasileiros invadiu o gramado do estádio Neo Química Arena para deportar quatro jogadores argentinos acusados ​​de violar o protocolo sanitário contra a covid-19.

Liderados por seu capitão, Lionel Messi, os argentinos voltaram aos vestiários e o superclássico foi suspenso.

"Já estamos aqui há 3 dias. Eles teriam vindo no primeiro dia e não assim", reclamou o craque argentino.

Ainda não está claro se o jogo será reprogramado ou se será definido com uma decisão de mesa.

Água de Branco

Na partida das oitavas de final da Copa do Mundo da Itália em 1990, quando a Argentina de Diego Maradona venceu a seleção brasileira por 1 a 0, o lateral brasileiro Branco bebeu água oferecida pelo então massagista argentino Miguel Say Lorenzo.

O atleta afirmou que, logo depois, sentiu náuseas e denunciou que a água poderia ter alguma substância, o que foi negado por Di Lorenzo.

Anos depois, em 2004, Maradona alimentou a polêmica ao dizer, em um programa de televisão e rindo, que "alguém" jogou um comprimido para dormir na água, o que deixou Branco "totalmente desorientado".

O treinador da Argentina nessa Copa do Mundo, Carlos Bilardo, negou o que foi dito por Maradona.

Conflito entre deuses

Para alguns historiadores, a rivalidade entre argentinos e brasileiros surgiu no início do século 20, em meio às aspirações de ambas as nações de emergirem como potências do Cone Sul.

Para outros, deve-se à resposta à pergunta: "Quem é melhor, Pelé ou Maradona?"

Embora muitas vezes se abraçassem e compartilhassem sorrisos, os dardos entre a dupla de camisas '10' eram uma constante até pouco antes da morte de Maradona, em novembro de 2020.

O campeão mundial de 1986 recriminava o Rei por sua proximidade com o poder e afirmou que era melhor. “Pelé mora na Fifa e eu moro em Dubai”, disse ele em janeiro de 2014, depois que o brasileiro recebeu uma homenagem.

E o brasileiro, tricampeão mundial, garantiu que o argentino, que lutou contra seus vícios, não era um exemplo. "Um mau exemplo. Ele era um grande jogador de futebol, mas infelizmente você tem que ver o que aconteceu com ele", disse ele em março de 2009.

Mas Pelé dispensou seu concorrente do Olimpo com uma frase afetuosa: "Um dia poderemos jogar futebol juntos no céu".

Briga no Mineirão

A polícia disparou gás lacrimogêneo, a segurança privada de Boca Juniors e Atlético-MG confrontou os jogadores de futebol e os atletas atiraram todos os objetos que estavam ao alcance.

Isso aconteceu recentemente, nas oitavas de final da Libertadores 2021, em julho passado. Os incidentes ocorreram após a partida que o Galo venceu nos pênaltis (3-1) após um empate em 0-0.

Os argentinos ficaram furiosos com o cancelamento de um gol depois de consulta ao VAR.

Após o apito final, as xeneizes tentaram invadir o vestiário local e desencadearam uma briga generalizada, na qual foram atirados objetos de metal.

Os seguranças mineiros responderam, enquanto a polícia tentava controlar a situação com gases.

A luta acabou com os argentinos eliminados e pernoitando em frente a uma delegacia.

Batalha no Morumbi

Os confrontos entre clubes do Brasil e da Argentina costumam ter um clima especial. Mas a final da Copa Sul-Americana de 2012, entre São Paulo e Tigre, entrou para a história porque houve um campeão em uma partida sem segundo tempo.

Depois de empatar em 0 a 0 em Buenos Aires, o troféu seria definido no Morumbi. Aos 30 minutos, o Tricolor paulista vencia por 2 a 0.

No final do primeiro tempo, uma discussão entre dois jogadores esquentou o ambiente. Os atletas do Tigre tentaram invadir o vestiário são-paulino e a polícia interveio.

Segundo jornalistas argentinos no estádio, os torcedores uniformizados atacaram o elenco do Tigre, que se recusou a sair para jogar o segundo tempo.

Após meia hora de espera, o árbitro encerrou a partida e declarou o São Paulo campeão.

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