Brasileirão 2026 já soma cinco técnicos demitidos nas primeiras semanas
Trocas precoces no comando das equipes reforçam a pressão por resultados imediatos na Série A.
Futebol|Do R7
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O Campeonato Brasileiro de 2026 mal começou e já registra uma sequência de trocas de comando entre os clubes da Série A. Com a demissão do argentino Hernán Crespo pelo São Paulo, nesta segunda-feira (9), o número de treinadores dispensados na elite nacional chegou a cinco ainda no começo do ano.
A rotatividade de técnicos é uma marca histórica do futebol brasileiro. Em 2025, por exemplo, quatro treinadores já haviam sido demitidos após as quatro primeiras rodadas da competição. Ao longo de toda a edição do campeonato no ano passado, foram 22 trocas de comando entre os 20 clubes participantes.
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Neste ano, Atlético-MG, Vasco, Remo, Flamengo e São Paulo já decidiram interromper os trabalhos de seus treinadores. As demissões envolvem diferentes contextos: início irregular no Brasileirão, derrotas em competições estaduais, desgaste interno e divergências com diretorias.
Jorge Sampaoli – Atlético-MG

O argentino Jorge Sampaoli foi o primeiro treinador a perder o emprego entre os clubes da Série A em 2026. O Atlético-MG confirmou a demissão após empate com o Remo pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Antes disso, o time havia empatado com o Palmeiras e perdido para o Red Bull Bragantino.
A saída ocorreu em meio a um desgaste que já vinha desde a temporada passada. Sampaoli somou 32 partidas nesta segunda passagem pelo clube, com dez vitórias, quinze empates e sete derrotas. A perda do título da Copa Sul-Americana de 2025 e o início irregular da nova temporada aumentaram a pressão sobre o treinador.
Fernando Diniz – Vasco

Fernando Diniz foi o segundo treinador demitido entre os participantes do Brasileirão de 2026. O Vasco decidiu encerrar sua segunda passagem pelo clube após sequência de resultados negativos, incluindo a derrota por 1 a 0 para o Fluminense nas semifinais do Campeonato Carioca.
No Campeonato Brasileiro, o time comandado por Diniz disputou três partidas, com duas derrotas e um empate. A equipe perdeu para Mirassol e Bahia e empatou com a Chapecoense. Mesmo com reforços e expectativa de melhora em relação a 2025, a diretoria optou pela mudança no comando técnico.
Juan Carlos Osório – Remo

O colombiano Juan Carlos Osório foi o terceiro técnico demitido entre os clubes da Série A. A diretoria do Remo decidiu interromper o trabalho após derrota por 2 a 1 para o Paysandu no jogo de ida da final do Campeonato Paraense.
No Brasileirão, o desempenho também era irregular. A equipe tinha uma derrota, contra o Vitória, e três empates, diante de Mirassol, Atlético-MG e Internacional. Ao todo, Osório comandou o Remo em 14 partidas, com quatro vitórias, oito empates e duas derrotas.
Filipe Luís – Flamengo

A saída de Filipe Luís foi uma das decisões mais surpreendentes do início da temporada. O Flamengo anunciou a demissão do treinador na madrugada do dia 3 de março, poucos dias depois da goleada por 8 a 0 sobre o Madureira pela semifinal do Campeonato Carioca.
Mesmo com o resultado expressivo, divergências internas e desgaste nas negociações para renovação de contrato pesaram na decisão da diretoria. Questões relacionadas ao planejamento para a temporada e ao desempenho do time no início do ano também contribuíram para o encerramento do trabalho.
Hernán Crespo – São Paulo
O quinto treinador demitido no Brasileirão de 2026 foi o argentino Hernán Crespo. O São Paulo anunciou a saída do técnico na tarde desta segunda-feira (9), encerrando sua segunda passagem pelo clube.
Os números da temporada não eram negativos. Sob o comando de Crespo, o time havia conquistado oito vitórias, dois empates e quatro derrotas em 14 partidas. Ainda assim, um episódio de desgaste interno teria levado a diretoria a optar pela troca no comando técnico.
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