Bósnia encara primeira Copa com desejo de surpreender o mundo
Futebol|Do R7
A seleção da Bósnia, única estreante no Mundial do Brasil-2014, encara a competição como uma incógnita, consciente das limitações, mas com uma equipe de jogadores de qualidade e experiência em Ligas importantes da Europa e com o objetivo de surpreender o mundo.
O ataque parece capaz de assustar os adversários, com o atacante do Manchester City Edin Dzeko como centro-avante, mas também com bons jogadores de criação, como o meia da Roma Miralem Pjanic e Vedad Ibisevic, do Stuttgart.
A defesa vem tradicionalmente sendo o calcanhar de Aquiles da equipe, mas, nos últimos anos, com disciplina, esforço e muito trabalho, as estatísticas da seleção bósnia melhoraram, até alcançar um nível digno de uma seleção de Copa do Mundo, com Emir Spahic (Bayer Leverkusen) como líder lá atrás.
O país, ex-integrante da Iugoslávia e independente desde 1992, há tempos chegava perto de uma classificação para uma das grandes competições do futebol mundial.
A Bósnia disputou e perdeu a repescagem europeia para participar da Copa do Mundo-2010 e da Eurocopa-2012, ambas as vezes contra Portugal de Cristiano Ronaldo, mas o grande salto de qualidade foi alcançado nestas eliminatórias para o Mundial brasileiro, ficando com o primeiro lugar do Grupo G, logo à frente da Grécia.
A estreia em Mundiais será logo no emblemático estádio do Maracanã contra a gigante Argentina de Lionel Messi. Será a partida mais complicada do Grupo F, na qual aspira ao segundo lugar e à vaga nas oitavas. Os outros rivais serão Nigéria e Irã.
"Não sabemos qual é nossa verdadeira força. Até agora, não vencemos nenhuma grande seleção", lembrou o técnico bósnio, Safet Susic, consciente das incertezas que pesam na equipe.
Tudo isso num país em que o futebol, como quase tudo, está impregnado de rivalidades políticas entre as diferentes comunidades que integram o país.
Quando a equipe garantiu a classificação para o Mundial, no fim de 2013, dezenas de milhares de torcedores comemoraram indo às ruas de Sarajevo e outras cidades do país. Os seguidores da seleção são de maioria muçulmana, diante da indiferença das minorias croatas e sérvias da Bósnia, que preferem acompanhar as equipes das nações vizinhas.
O destino da seleção Bósnia estará nas mãos do técnico Safet Sufic, de 58 anos e que destacou-se como jogador no Paris Saint-Germain, com o qual venceu uma Copa da França (1983) e um Campeonato Francês (1986).
Sufic participou dos Mundiais da Espanha-1982 e México-1986 pela Iugoslávia e é treinador desde 1994, quando assumiu o Cannes, da França.
Em seguida, construiu a carreira no futebol turco, comandando seis clubes em treze anos no país, antes de aceitar em 2009 o desafio de comandar a seleção bósnia, com a qual espera surpreender o mundo.
Sufic chegou perto de entregar o cargo após falhar em classificar a Bósnia para a Eurocopa-2012, mas foi convencido pelo dirigentes da Federação a dar continuidade ao trabalho. Agora, o técnico pretende colher os frutos no Brasil.
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