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BRASILEIRO 2022

‘Bayern da América’: veja projeto do Flamengo para dominar o futebol sul-americano em 2026

Neste ano, o Rubro-Negro se tornou o primeiro clube do Brasil a superar a marca de R$ 2 bilhões em receitas

Futebol|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flamengo busca se tornar a principal força do futebol sul-americano em 2026, com a meta de ser um "Bayern da América".
  • O clube superou R$ 2 bilhões em receitas em uma única temporada, impulsionado pela conquista da Libertadores.
  • A estratégia inclui desenvolver produtos próprios e melhorar a infraestrutura, como a criação de um estádio e upgrades no Maracanã.
  • O planejamento esportivo visa montar um elenco forte, combinando jogadores experientes e jovens promissores, para competir em alto nível.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flamengo tenta dar um passo além no futebol sul-americano e se posicionar como uma potência de padrão europeu a partir de 2026 Adriano Fontes/Flamengo

O Flamengo entrou em 2026 com um projeto que une caixa forte, expansão de receitas e planejamento esportivo de longo prazo para tentar se firmar como a principal potência do futebol sul-americano. A meta da diretoria é transformar o clube em um “Bayern da América”, com domínio dentro e fora de campo, sustentado por faturamento recorde e por um elenco montado para competir no mais alto nível.

Neste ano, o clube se tornou o primeiro do Brasil a superar a marca de R$ 2 bilhões em receitas em uma única temporada. A previsão inicial era de R$ 1,8 bilhão, mas a conquista da Libertadores e a participação na Copa Intercontinental elevaram os números. O Flamengo já havia sido o primeiro a romper a barreira do bilhão em faturamento no país em 2022, feito que repetiu em 2023 e 2024. Apenas Corinthians e Palmeiras também chegaram a esse patamar. O clube alviverde, por exemplo, projeta cerca de R$ 1,6 bilhão em 2025.


A estratégia para sustentar esse crescimento passa por reduzir a dependência de licenciamentos tradicionais e ampliar receitas próprias. O presidente Bap afirmou que o clube pretende criar uma marca própria de produtos, com foco inclusive em moda feminina. “Para cada peça de roupa que o homem compra, a mulher compra seis. E o Flamengo não tem uma linha de moda feminina. Mas vamos ter e fazer. Não pode ser com licenciamento porque o cara me paga 8% do faturamento bruto. Eu quero uma proposta ao contrário, quero ficar com 70%, 80% do resultado. A gente vai tentar desenvolver alguma coisa nessa linha. Estamos buscando parceiros.”

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Outro eixo é a logística e a exploração comercial de ativos ligados ao futebol. O Flamengo estuda ter uma aeronave própria estilizada com a marca do clube para atender aos cerca de 29 voos fretados que faz por ano. “O que estamos pensando em fazer é trazer uma aeronave, com 90 lugares, e estilizar ela de Flamengo. Garantir três anos de contrato. Nossa ideia é vender o patrocínio, transformar o AeroFla em um produto a alguém que queira patrocinar a nossa logística.”


No campo da infraestrutura, a diretoria trabalha em várias frentes. O projeto do estádio próprio no terreno do Gasômetro segue em estudos. “Agora temos um prazo estendido e o compromisso documentado, o terreno é do Flamengo. Os estudos da FGV ajustaram o projeto e custos associados. Vamos criar uma poupança prévia para que na hora certa decida se faz e como fazer o estádio. O próximo passo é a saída da Naturgy do terreno, ela pode sair em até quatro anos. A gente espera que seja o mais rápido possível.”

Enquanto isso, o clube busca elevar o padrão do Maracanã, que seguirá como casa do time no curto e médio prazo. “Vamos elevar o padrão da estrutura do Maracanã. A gente está fazendo um camarote da presidência que vai ser nível Santiago Bernabéu, inaugura agora em janeiro.” O presidente também mencionou mudanças operacionais no estádio e metas para o gramado, que hoje recebeu nota entre 3 e 3,5 em avaliação da Fifa. “Em 2026 queremos ser 4 e 5 em 2027. Tivemos R$ 120 milhões de faturamento no Maracanã em 2025 e vamos fazer R$ 192 milhões em 2026 sem shows e sem gramado de plástico.”


A base também faz parte do projeto. O centro de treinamento ganhará um miniestádio para 4.500 pessoas. “Estamos na fase dois da obra dos vestiários. Até setembro, outubro do ano que vem, o miniestádio vai estar pronto no CT para receber jogos da base.”

Com esse cenário financeiro e estrutural, o planejamento esportivo mira 2026 como um ponto de virada. O diretor de futebol José Boto lidera a montagem de um elenco capaz de sustentar a ambição do clube. A ideia é combinar jogadores de peso e jovens com potencial de crescimento, com foco em desempenho e mentalidade competitiva.


O Flamengo já sinalizou ao mercado que pretende investir pesado para formar um grupo capaz de disputar títulos no Brasil e no exterior, com atenção especial à Libertadores e ao Mundial de Clubes. A expectativa interna é que o poder de investimento, aliado a uma gestão mais integrada de receitas, infraestrutura e futebol, permita ao clube ampliar sua vantagem sobre os rivais.

Com faturamento acima de R$ 2 bilhões, novos produtos, ativos próprios e um projeto esportivo estruturado, o Flamengo tenta dar um passo além no futebol sul-americano e se posicionar como uma potência de padrão europeu a partir de 2026.

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