Futebol Arrascaeta revela paixão por clube do maior ídolo uruguaio

Arrascaeta revela paixão por clube do maior ídolo uruguaio

Jogador do Flamengo começou no Defensor Sporting, mas desde criança torcia pelo Peñarol, onde atuou Pedro Rocha, que disputou 4 Copas do Mundo

  • Futebol | Eugenio Goussinsky, do R7

Arrascaeta hoje defende o Flamengo, mas um dia...

Arrascaeta hoje defende o Flamengo, mas um dia...

Fábio Motta/EFE/05-12-19

No Uruguai, todo menino que é apaixonado por futebol tem duas escolhas, se quiser se tornar jogador. Uma é aderir à maioria e, desde cedo, colocar a faca nos dentes, na sola dos tênis gastos se ralar nos carrinhos e na gana de vencer divididas.

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Outra, é se sobressair neste emaranhado de pontapés e ímpeto de combate em busca da vitória. Esse caminho é a escolha da minoria, mas, nele, diante de tantas adversidades, são forjadas as maiores pérolas, da estirpe de Pedro Rocha, Enzo Francescoli e Giorgian de Arrascaeta.

E nestes tempos de pandemia, Arrascaeta, atual craque do Flamengo, revelou sua paixão por um destes times uruguaios, na qual a luta sempre foi complementada por um toque de talento, em toda história.

Desde cedo, ele acompanhou com fervor o Peñarol, cujas cores amarela e preta homenageiam a locomotiva Rocket, vencedora de um concurso na Inglaterra no século 19, fazendo em menor tempo o percurso entre Liverpool e Manchester.

Quando jovem, Arrascaeta viu, com emoção, o time, oriundo de ferroviários, conquistar o 47º título nacional de sua história, em 2003, com os iniciantes Pablo Javier Bengoechea e Fabián Estoyanoff, atuando junto com nomes como José Luis Chilavert (em seu último jogo pelo clube naquela passagem de um ano), Cristian Rodríguez, Joe Bizerra e o artilheiro Carlos Bueno.

Ele não escondeu esse envolvimento até mesmo para o portal  La Voz del Tuerto (@lavozdeltuerto), direcionado a torcedores do Defensor Sporting, clube onde Arrascaeta começou no futebol, segundo o El País.

O meia completou.

"Não quero que coisas sejam ditas mais tarde, porque sabemos como são as redes e a internet, que uma coisa e outra são ditas. Sou grato ao clube que sempre abriu as portas para mim”, acrescentou, referindo-se ao Defensor Sporting.
Arrascaeta, no entanto, admitiu que, para ele, “o sonho de um garoto é vestir a camisa do Peñarol. Eu assisti todos os jogos e corria com a camisa. Sou fã e é algo que não muda da noite para o dia."

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Neste sentido, a trajetória de Arrascaeta, que disputou uma Copa do Mundo (2018) e conquistou, entre outros títulos, uma Libertadores (2019), guarda uma semelhança com a de Pedro Rocha, tido por muitos como o melhor jogador uruguaio de todos os tempos.

Rocha brilhou em outro clube brasileiro, o São Paulo, entre 1970 e 1977. Arrascaeta vem fazendo sucesso no Cruzeiro e no Flamengo.

A diferença é que, ao contrário de Arrascaeta, Rocha saiu do Uruguai já consagrado e, neste período, conquistado, entre outros títulos, três Libertadores (1960, 1961 e 1966). Ele foi o único jogador uruguaio a disputar quatro Copas do Mundo (1962, 1966, 1970 e 1974).

Além disso, se consagrou no Peñarol, entre 1959 e 1970, defendendo por anos o clube em que Arrascaeta tanto sonha um dia jogar. Mas o que há de mais comum entre a lenda uruguaia e o jovem em ascensão é a paixão pelo mesmo clube, de cores amarela e preta.

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