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BRASILEIRO 2022

Agressivo, São Paulo usa dinheiro de vendas para virar o 'rei da janela'

Futebol|Do R7

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Em uma janela fraca de transferências até aqui, o São Paulo tem aproveitado para vencer a concorrência e se reforçar. Na quarta, anunciou o atacante Biro Biro, de 24 anos, que estava no Shanghai Shenxin, da China. Foi a sexta contratação para 2019, que já consumiu mais de R$ 42 milhões dos cofres tricolores - sem contar os números não revelados desta última negociação.

Mais do que a quantidade de caras novas que estarão nesta quinta no CT da Barra Funda, na reapresentação do elenco após o mês de férias, chama a atenção o nível de alguns reforços, especialmente Hernanes e Pablo.


O Profeta, por exemplo, tem qualidade bem acima da média do futebol brasileiro, como demonstrou em sua última passagem por aqui, em 2017. Pablo, sonho de consumo da maioria dos times brasileiros e alvo também de clubes de fora, representou a segunda maior transação da história do futebol nacional: R$ 26,6 milhões, que podem chegar a R$ 31 milhões dependendo de algumas metas alcançadas. Só perde para a venda de Leandro Damião do Internacional ao Santos por R$ 42 milhões, em 2013.

No gol, Tiago Volpi foi a solução encontrada para um problema recorrente no clube desde a aposentadoria de Rogério Ceni. Com bem menos fama, os jovens laterais Igor Vinícius, 21 anos, e Léo Pelé, 22, além do próprio Biro Biro vêm para encorpar o elenco e permitir ao técnico André Jardine ter, no mínimo, duas opções para cada posição do time.


Tal fórmula propiciou ao Palmeiras, por exemplo, disputar praticamente todas as competições do ano até as fases decisivas e terminar com o título brasileiro. Sem erguer uma taça desde 2012, quando venceu a Copa Sul-Americana, o São Paulo espera encerrar o jejum.

Apesar de ainda não ter divulgado seu balancete financeiro de 2018, o São Paulo vinha tendo dificuldades para fechar as contas. Como, então, surgiu tanto dinheiro para investir no time? A explicação está nas vendas feitas ao longo do ano, que seguem gerando fluxo de caixa para a diretoria ir ao mercado.


Só a do zagueiro Rodrigo Caio para o Flamengo, fechada na última semana, vai garantir mais de R$ 22 milhões ao clube. Ainda teve Lucas Pratto rendendo R$ 44,5 milhões por sua transferência para o River Plate, Buffarini no Boca Juniors (R$ 1,5 milhão), Petros indo para o futebol árabe (R$ 22,1 milhões), Cueva no futebol russo (R$ 36 milhões), Marquinhos Cipriano vendido por R$ 4,5 milhões ao Shakhtar Donetsk, Éder Militão no Porto (R$ 17,7 milhões) e Auro negociado com o Toronto FC (R$ 2,3 milhões). Ou seja, mais de R$ 150 milhões.

Vale ressaltar, é claro, que tal montante não entra de uma só vez na conta bancária, já que as vendas normalmente são acertadas em prestações. Pratto, por exemplo, rendeu milhões ao São Paulo quase um ano após sua saída devido a cláusulas em seu contrato de venda que previam bônus pagos ao clube brasileiro caso o jogador atingisse certas metas, como ganhar a Libertadores.

Da mesma forma, o dinheiro investido em contratações também não se liquida em uma só tacada. Para ficar com Pablo, por exemplo, a diretoria tricolor combinou com o Athletico-PR de pagar em várias parcelas ao longo de três anos, o que permite maior flexibilização para movimentar o caixa.

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