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Policiais e militares recuam para facilitar libertação do pai de Luis Díaz, sequestrado há 11 dias

Jogador do Liverpool pediu ajuda ao governo colombiano para a soltura do pai, que está sob poder de milícia armada na Colômbia

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Militares andam com cartazes do pai de Luis Díaz
Militares andam com cartazes do pai de Luis Díaz

Os policiais e militares colombianos que estavam à procura de Luis Manuel Díaz, pai do jogador de futebol Luis Díaz, do Liverpool, sequestrado por guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), começaram a se retirar de sua área de operações nesta segunda-feira (6), na expectativa de uma possível libertação.

Helicópteros Black Hawk transportando militares e policiais da cordilheira de Perijá, para onde se acredita que Luis Manuel Díaz tenha sido levado após o seu sequestro, em 28 de outubro, chegaram nesta manhã a um campo de futebol usado como heliporto em Barrancas, cidade natal do jogador, no departamento de La Guajira.

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"Por ordem do meu general, William René Salamanca [diretor da polícia], foram dadas instruções para deixar a área nas condições que as pessoas que estão mantendo Luis Manuel estão pedindo", disse aos repórteres o coronel Giovanny Cristancho, comandante do Gaula da Polícia Nacional, um grupo especial que combate extorsão e sequestro.

A decisão de retirar as tropas e deslocá-las para pontos seguros ocorre horas depois que os guerrilheiros do ELN disseram que a libertação de Luis Manuel Díaz foi adiada devido à presença militar na área.

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"A área continua sendo militarizada, estão sendo realizados sobrevoos, desembarcando tropas, fazendo sondagens, oferecendo recompensas e uma intensa operação de busca. Essa situação não permite a execução do plano de libertação de forma rápida e segura, no qual o senhor Luis Manuel Díaz não corre risco", disse a Frente de Guerra do Norte do ELN em comunicado divulgado na noite do domingo (5).

Enquanto os 300 militares e policiais estavam sendo recolhidos por helicópteros, na delegacia da Polícia Nacional em Barrancas, os comandantes de ambas as instituições na área se reuniram com representantes da Procuradoria-Geral da República para coordenar ações para a rápida libertação do pai do jogador.

Desde 2 de novembro, o ELN, o grupo que mantém negociações de paz com o governo colombiano, anunciou a intenção de libertar o pai de Luis Díaz, cujo sequestro foi "um erro", de acordo com o líder do grupo guerrilheiro, conhecido como "Antonio García".

O sequestro causou alvoroço na Colômbia devido à popularidade do jogador de futebol, que ontem marcou o gol de empate do Liverpool, aos 95 minutos do segundo tempo, no 1 a 1 com o Luton Town pelo Campeonato Inglês e comemorou com a mensagem "Liberdade para papai" estampada em sua camisa.

"Peço ao ELN a pronta libertação de meu pai e peço às organizações internacionais que intercedam por sua liberdade", disse o jogador posteriormente em uma declaração publicada em suas redes sociais.

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