O técnico Luiz Felipe Scolari voltou a fazer um alerta sobre a qualidade do México, adversário desta terça-feira pela segunda rodada do grupo A da Copa do Mundo, avisando que o torcedor não podia esperar que o Brasil seja "dono da festa" em Fortaleza.
Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira no Castelão, Felipão também explicou que esperava um adversário diferente do ano passado, quando o Brasil venceu por 2 a 0 na Copa das Confederações.
-O fato de ter enfrentado várias vezes o México nos últimos anos ajuda a definir a postura a ser adotada em campo?
"Ajuda, mas temos que lembrar que eles trocaram de técnico três vezes nos últimos meses. Então a forma deles de jogar também mudou. Na Copa das Confederações, jogaram em 4-4-2, mas hoje jogam diferente (em 3-5-2, com linha de três zagueiros atrás). Temos que observar alguns detalhes para que possamos causar prejuízo a eles. Com técnico diferente, as caraterísticas dos jogadores não mudam, mas os posicionamentos mudam".
-Você continua achando que a seleção mexicana é uma 'pedra no sapato' dos brasileiros?
"Contra o México, sempre temos dificuldades. Eles mesmos sabem que o jogo será muito equilibrado. Devem ter um posicionamento muito correto do início ao fim do jogo. Mesmo quando jogamos aqui contra o México na Copa das Confederações, o segundo gol do Brasil (marcado por Jô) foi feito aos 40 minutos do segundo tempo.
-O Brasil vai tentar impor seu domínio nos primeiros minutos, como aconteceu na Copa das Confederações?
"As duas equipes jogam um futebol de qualidade, muita bola no chão, muito trabalho de bola, muita movimentação. Por isso continuaremos tendo os cuidados necessários e o respeito necessário com os mexicanos, mas sabendo que uma vitória nos deixa em posição altamente confortável para a segunda etapa. Temos o povo junto conosco, temos uma equipe a cada dia em melhores condições. Mas não esperem que o Brasil entre e seja o dono da festa sem que o adversário também tenha uma participação boa. Sabemos que o México tem uma bela equipe".
-Contra a Croácia, o início de jogo foi bastante complicado. O que pretende fazer para corrigir isso?
"Nós não tivemos os primeiros 15 minutos de pressão sobre o adversário que costumamos ter, ficamos um pouco surpreendidos. Mas quando tomamos o gol, tivemos algo que vocês (os jornalistas) esperavam e estavam ansiosos para ver, que era como reagiriam os jogadores brasileiras tomando o primeiro gol, isso numa Copa do Mundo. Vocês viram a reação, foi uma reação em grupo, uma reação da torcida com os jogadores. São jovens, disputam sua primeira Copa do Mundo, tomam um gol, reagem e reagem muito bem. Tivemos dificuldade no começo, mas acrescentamos experiência para os próximos jogos".
-O que você acha do nível das primeiras partidas desta Copa do Mundo?
"Os jogos são muito iguais. Se alguém pensa que vai entrar em campo e ganhar facilmente está enganado. São 32 seleções, algumas com nível um pouco melhor e 15, 16 com nível um pouco menor, mas num jogo de 90 minutos, pode acontecer um imprevisto".
-Houve bastante polêmica em relação à arbitragem. É algo que preocupa?
"Não tenho problema nenhum com a arbitragem. A arbitragem apita e os nosso jogadores jogam. Teve um outro lance discutível, inclusive no jogo do Brasil. Mas quem tem que se posicionar são os árbitros e a comissão de arbitragem. O que temos que fazer é jogar".
Declarações colhidas em entrevista coletiva
lg/am
