Esportes Ex-chefão da F-1, Ecclestone critica pilotos 'robôs': 'Não existem muitos Kimis'

Ex-chefão da F-1, Ecclestone critica pilotos 'robôs': 'Não existem muitos Kimis'

Campeão mundial de Fórmula 1 em 2007 pela Ferrari, o finlandês Kimi Raikkonen encerrou a sua carreira na Fórmula 1 no final da temporada passada. Ex-chefão da categoria, o empresário britânico Bernie Ecclestone acredita que ele era o último piloto do grid que não se comportava como um robô e que não existem muitas pessoas como o nórdico no universo do automobilismo.

O piloto finlandês era conhecido como "The Iceman" (Homem de Gelo) ao longo de sua carreira. Ele não media suas palavras ao falar com a imprensa e muitas vezes podia ser ouvido xingando no rádio da equipe. Muitos pilotos recebem treinamento de mídia, mas Raikkonen sempre permaneceu ele mesmo, o que era evidente na sua falta de entusiasmo durante as entrevistas. Como resultado, o finlandês era um grande favorito dos fãs.

"Como pessoa, Kimi (Raikkonen) é um grande cara", disse Ecclestone em entrevista ao canal de TV alemão Sport1. "Como piloto, ele é... um piloto de corrida! Ele é o que você quer, ele corre. Ele não presta muita atenção nas pessoas e lhes dá sua opinião. Não existem muitos Kimis hoje em dia, realmente - esse é o problema", reclamou o empresário.

Aos 91 anos de idade, Ecclestone comparou a atitude do finlandês com os pilotos atuais da categoria, que se preocupam bastante com a imagem e costumam seguir um roteiro do que pode ser dito nas conversas com os jornalistas. "Eles se tornaram muito robóticos, obedecendo e fazendo o que foram mandados, ao invés de fazer o que acham que deveriam fazer", explicou Ecclestone.

Raikkonen deixou a Fórmula 1 aos 42 anos, após 19 temporadas na maior categoria do automobilismo. Foram 18 vitórias no período, que envolveu 350 GPs disputados - um recorde - e 103 pódios. Além disso, deixa a F-1 como último campeão pela Ferrari, que não venceu um Mundial de Pilotos pela última vez em 2007.

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