Pentacampeão mundial e atual campeão olímpico dos pesos pesados, o judoca francês Teddy Riner está de volta ao Rio Janeiro, onde conquistou seu primeiro título mundial em 2007, e se diz empolgado por competir novamente "onde tudo começou".
Com a temporada atrapalhada por lesões, o 'gigante' de 2,4 metros e 131 kg tentará o hexa neste sábado no tatame do Maracanãzinho e poderá ter como adversário o brasileiro Rafael Silva, que lidera o ranking mundial.
Em entrevista coletiva, Riner revelou:
- O que simboliza para você o fato de voltar a lutar por um título mundial no Rio de Janeiro?
- É realmente muito simbólico. Foi aqui que tudo começou para mim. E como estamos no início de mais um ciclo olímpico, espero que o Rio vai marcar mais um reinicio para mim. Para manter a escrita, preciso lutar para buscar a medalha e impor meu judô.
- O que mudou para você desde 2007?
- Minha cabeça ficou mais madura, meu esquema tático e técnico não é mais o mesmo, tenho mais golpes no meu repertório. Mentalmente, posso ir mais longe, os treinamentos já não são os mesmos, posso aguentar muito mais coisas. Agora, sou capaz de fazer minhas próprias escolhas.
- Você continua com a mesma motivação:
"Continuo faminto. Ainda tenho tantas coisas para fazer neste esporte, tantos combates para vencer, com ippons maravilhosos. Ainda mais diante dos melhores. Não entro com a mesma raiva de antigamente, mas odeio perder. Não consigo aceitar bem a derrota, ainda mais quando lembro de todo o trabalho efetuado para preparar as lutas".
- Você se vê favorito à conquista do hexacampeonato?
- Não me vejo sem a medalha de ouro, ainda mais quando treino tão duro. O preço do treinamento, o preço da dor é tão elevado que quando estou no tatame, não quero abrir mão de nada".
- Sua preparação foi perturbada por lesões, como você se sente fisicamente?
- Estou muito melhor, estou em ótima forma, saudável e com boas sensações. Posso dizer que meu problema no púbis está totalmente resolvido.
- Você se sente tão bem preparado quando nos outro Mundiais?
- Acho que sim. Todo o tempo que perdi por causa das lesões foi compensado. Quando meus colegas tinham um ou dois treinamentos por dia, eu tinha quatro ou cinco. Acordava às 6h45, apesar do cansaço.
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