Edílson nega que jogadores tenham derrubado Rogério Ceni no Cruzeiro

O lateral-direito Edílson comentou sobre a atual fase do Cruzeiro e falou sobre os motivos que levaram o time a ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2019. O experiente jogador, atribuiu a queda aos problemas políticos, e, ao mesmo tempo negou que houvesse uma 'panelinha' para derrubar o técnico Rogério Ceni.

"O Rogério, para mim, é um ídolo. É um cara que eu tenho um respeito muito grande pelo o que ele fez no futebol, mas tem coisas que eu não concordo que ele tenha feito. Assim como, de repente, tem coisa que ele não concorda que eu tenha feito naquele momento. Mas é vida que segue. O respeito por um ídolo vai ser sempre gigante. Não tinha panelinha, nosso grupo era unido, não tinha briga e ninguém queria derrubar treinador algum", afirmou o lateral, durante entrevista ao canal Fox Sports.

"Todo mundo viu o noticiário. Desde maio o Cruzeiro só vinha com notícia ruim fora de campo. Dentro dele, nossa equipe era uma das melhores do Brasil. Tínhamos perdido um jogo só na Libertadores, e o time estava voando. É tentar explicar o inexplicável. A gente olhava para o lado e sabia que só tinha jogador de altíssimo nível, mas acabou acontecendo isso. Eu credito muito que essa queda se deve à crise política. Sem sombra de dúvidas, isso atrapalha muito" opinou o atleta.

Edílson ainda creditou o rebaixamento à demissão de Mano Menezes. "A gente sempre tenta filtrar, falar que não nos afeta, mas nos afetou sim. O Mano era um dos nossos líderes, que comandava nosso vestiário, isso também pesou. E no final de ano, quando a gente chegou de onde não conseguia sair mais, a gente tentava fazer o melhor, mas não conseguia. Todos os atletas estavam sem confiança e não conseguiam fazer o melhor", relatou o lateral-direito.

PROBLEMAS FINANCEIROS - Com muitos problemas financeiros, o Cruzeiro tentou renegociar os contratos com os atletas para ter condição de pagar. Os que não aceitaram a redução salarial acabaram saindo do clube, fosse através de negociações com outros times ou da justiça. Edílson foi um dos que quis ficar no clube e aceitou receber menos.

"Eu, particularmente, reduzi meu salário em 70% para poder ficar. A grande maioria que ficou do ano passado para cá também reduziu bastante o salário, em torno de 70% a 80%. Então, a gente já vinha ajudando antes. Tudo no que a gente puder ajudar para que o Cruzeiro caminhe normalmente, como nós já fizemos antes, a gente vai tentar se reunir para poder fazer. Essa é a nossa forma de pensar por aqui", disse o lateral.

O grupo gestor que assumiu o clube após a renúncia da Wagner Pires de Sá no final de dezembro de 2019 estima que o clube economizou R$ 156 milhões apenas na folha salarial em 2020.