O militante ecologista Eugeni Vitishko, condenado a passar três anos em um campo de detenção por denunciar o impacto ambiental dos trabalhos de preparação dos Jogos Olímpicos de Sochi, iniciou uma greve de fome, indicou sua associação nesta segunda-feira.
Vitishko parou de se alimentar depois que o tribunal regional de Krasnodar (sudoeste) confirmou na quarta-feira sua condenação a três anos de reclusão em um campo, anunciou o Observador Ambiental do Cáucaso Norte (EWNC).
A justiça russa tinha condenado o militante ambientalista, geólogo de formação, em 2012 a três anos de prisão com suspensão de pena por ter feito um buraco em uma cerca da residência do governador geral, construída em uma área protegida.
Sua pena passou a reclusão firme no final de 2013 por não respeitar as obrigações da liberdade condicional.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou no sábado que a condenação do militante "não estava vinculada aos Jogos Olímpicos". Vitishko participou também da redação de um informe, que denunciava o impacto ambiental dos trabalhos de preparação dos Jogos de Inverno.
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