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Daniel Alves: "não estamos aqui de brincadeira"

|Do R7

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Diante das críticas pelas atuações pouco convincentes da seleção brasileira nas duas partidas da Copa do Mundo, o lateral-direito Daniel Alves deixou claro neste sábado que a seleção brasileira não está "de brincadeira".

Em entrevista coletiva realizada na Granja Comary, o jogador do Barcelona também salientou que não pretendia "escolher adversário" entre Holanda e Chile para as oitavas de final, até porque o Brasil ainda não está matematicamente classificado.


-Como você explica que a seleção não conseguiu repetir no Mundial as atuações que teve na Copa das Confederações?

"Estamos disputando uma Copa do Mundo, que é uma competição muito mais exigente, então não podemos ficar tentando fazer tudo igual ao que fizemos Copa das Confederações, porque agora o nosso objetivo é superior, todas as seleções campeãs mundiais estão aqui. Precisa ser melhor do que foi na Copa das Confederações. Temos que dar o nosso melhor para que o nosso povo possa desfrutar momentos felizes dentro das dificuldades".


-Você mesmo foi bastante criticado por suas atuações...

"Sou perfeccionista. Se as pessoas acreditam que não estou no meu melhor nível, minha busca vai ser contínua para estar. Quando não sou elogiado, ou é porque as pessoas não gostam de mim ou porque têm razão. Vou sempre na parte da razão, que pode me levar a evoluir. É preciso ter o mínimo de humildade para evoluir".


-Ficou surpreso com o nível das partidas desta Copa do Mundo?

"A competição é difícil, os adversários são muito qualificados. Às vezes, dou risada quando vejo comentários de pessoas que dizem que o que fez a Costa Rica (vencer Uruguai e Itália e se classificar nas oitavas de final no 'grupo da morte') é surpresa. Não é surpresa, é trabalho. A gente não pode ficar atrás nesse aspecto, precisa evoluir junto com as outras equipes. A gente não está aqui de brincadeira, com sonhos não se brinca. Sonho e coisa séria e o sonho desse grupo é o sonho de um país.


-Para você, seria melhor enfrentar o Chile ou a Holanda nas oitavas de final?

"São equipes muito equilibradas, com espírito bastante renovado, e pressão menos do que outras seleções, inclusive a nossa mas acho que seria anti-ético, uma falta de respeito começar falar sobre possível adversários das oitavas sem antes conseguir o nosso objetivo, e sem saber em que posição vamos ficar. Nosso foco está no jogo contra Camarões. Queremos fazer um grande jogo, dar sequencia a essa evolução que a gente está tendo aqui nessa competição. Nesta competição, quem vence não é quem chega mais rápido, é quem chega com bastante constância".

-Pelo fato de jogar depois do grupo B (de Holanda e Chile) ser definido, será possível escolher o adversário?

"O nosso objetivo é ser primeiro, não podemos escolher adversário. No futebol e na vida, se você escolhe o caminho errado, você paga. Se seguirmos o caminho traçado desde o início, esse caminho pode nos levar à conquista do hexacampeonato, à realização deste sonho. Não podemos pensar que seria melhor chegar em segundo para evitar tal ou tal adversário. Queremos ser os primeiros. O segundo só serve para parabenizar o primeiro".

-Como você encara esse jogo contra Camarões, uma equipe com muita força física?

"Não podemos pensar em nos preservar. Faltam palavras para qualificar a importância de cada jogo. Vamos tentar superar essa intensidade que eles impõem para conseguirmos o resultado sem prejuízos maiores. Nosso time sabe ler bem o jogo e o adversário. A gente quer o resultado, mas se puder unir as duas coisas muito melhor. Senão, vamos brigar pelo objetivo principal. No futebol, felizmente ou infelizmente, só os campeões são lembrados".

Declarações feitas em entrevista coletiva.

lg/cn

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