O governo cubano alegou que o judoca Asley González, medalhista de ouro da categoria até 90 kg no Mundial do Rio de Janeiro, havia sido alvo de "tentativa de suborno".
"Sabemos que houve tentativa de suborno em uma luta de Asley", denunciou o vice-presidente cubano, Miguel Diáz-Canel, ao receber a delegação do país que voltava do Brasil no noite de segunda-feira, sem especificar de qual combate se tratava.
Em uma tentativa de alçar González à condição de herói nacional em um momento em que Cuba atravessa uma crise sem precedentes nos esportes, Díaz-Canel disse à televisão local que o judoca tinha recusado o dinheiro oferecido para perder a luta de propósito.
O atleta teria explicado que preferia realizar o sonho de ser campeão e representar bem seu país.
"É esse tipo de atitude que nos define", enfatizou o político, negando que o esporte cubano esteja vivendo uma crise ao destacar os bons resultados dos judocas do país no Mundial do Rio.
Além do título de González, Cuba conquistou outra medalha de ouro na competição, com Idalis Ortiz, que derrotou a brasileira Maria Suelen Altheman na final da categoria até 78 kg.
Na decisão da categoria até 90 kg, González derrotou na final Varlam Liparteliani.
Com essas duas medalhas de ouro, Cuba ficou em terceiro lugar do quadro de medalhas, à frente do Brasil (4º) e atrás de Japão e França.
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