Conmebol reduz pena de Rodolfo, goleiro do Fluminense, em um ano e anula multa

Suspenso por uso de cocaína, visto como doping social, o goleiro Rodolfo, do Fluminense, teve nesta terça-feira uma boa notícia. Em um recurso impetrado na Câmara de Apelação da Conmebol, o jogador conseguiu a redução da pena de três para dois anos e também a anulação de uma multa de US$ 20 mil (R$ 107,6 mil). Após análise dos auditores da entidade localizada no Paraguai, nesta segunda, o ofício em resposta ao recurso feito no dia 23 de abril chegou ao clube tricolor.

Rodolfo foi pego no exame antidoping realizado no 23 de maio do ano passado, após a goleada de 4 a 1 sobre o Atlético Nacional, da Colômbia, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, pela Copa Sul-Americana - partida em que foi reserva de Agenor. O laudo detectou Benzoilecgonina, um metabólito da substância proibida.

A Comissão de Apelação acolheu parcialmente o recurso do goleiro. A decisão original, da suspensão por três anos, saiu no dia 20 de dezembro. Além da redução da pena, que agora terminará em 23 de maio de 2021, a decisão anula também a obrigação do jogador de submeter-se a controles mensais de dopagem.

Rodolfo também escapa da multa de US$ 20 mil, de acordo com a decisão, "por não ajustar-se ao disposto no Código Mundial de Dopagem", mas a Conmebol poderá pedir reembolso deste valor no caso de alguma reversão desta sentença.

O contrato do goleiro foi rescindido após o anúncio do exame, mas o Fluminense custeia a defesa, paga os gastos do tratamento psicológico e mantém remuneração de ajuda de custo. Em 2012, quando defendia o Athletico-PR, ele foi suspenso por dois anos ao ser flagrado com a mesma substância.