COI não culpa evento de boxe olímpico em Londres por casos de coronavírus

O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou, nesta quinta-feira, que "não tem conhecimento de nenhuma

ligação" entre o pré-olímpico de boxe disputado de 14 a 16 de março, em Londres, e testes positivos para coronavírus de várias pessoas que estiveram no evento.

A Federação Turca de Boxe informou que o pugilista Serhat Guler e técnico Seyfullah Dumlupinar testaram positivo para o vírus depois de participar do torneio, interrompido no terceiro dia dos 11 programados. Eles ficaram oito dias em Londres para treinamento antes do início das lutas. Ambos estão internados, enquanto outros dois atletas reclamaram de dores de cabeça, febre e aguardam o resultados dos exames. O restante do grupo ficou isolado em um hotel na Turquia.

Em comunicado, o COI disse que "não é possível conhecer a fonte da infecção". "Muitos participantes estavam em campos de treinamento organizados de forma independente na Itália, Grã-Bretanha e em seus países de origem antes do início da competição em 14 de março e voltaram para casa há um tempo."

A responsabilidade pelo boxe olímpico foi assumida pelo COI no ano passado, quando a AIBA (Associação Internacional de Boxe) foi suspensa por causa de casos de corrupção. Foi nomeada uma força-tarefa para organizar os torneios pré-olímpicos e Londres foi sede da disputa europeia.

O COI também apontou o papel do governo britânico em permitir o início do torneio. "Na época da qualificação europeia em Londres, havia muitos esportes e outros eventos acontecendo na Grã-Bretanha, porque não havia restrições governamentais ou conselhos sobre eventos públicos em andamento."

Na mesma semana, Liverpool foi sede de um jogo da Liga dos Campeões e uma corrida de cavalos aconteceu em Cheltenham. "O evento (boxe) foi suspenso quando a situação da covid-19 se desenvolveu e medidas cautelares entrarem em vigor na Inglaterra", disse o órgão olímpico. Nenhum espectador assistiu aos combates no último dia de lutas.