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COI elege novo presidente sob polêmica

|Do R7

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A eleição do novo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), marcada para esta terça-feira, em Buenos Aires, acontece em clima tenso, com polêmica entre os candidatos à sucessão do belga Jacques Rogge.

O suíço Denis Oswald acusou o alemão Thomas Bach, considerado o grande favorito da eleição, de "usar sua posição vantajosa" para beneficiar seus próprios negócios.


"Não temos os mesmos valores. Ele está comprometido com assuntos comerciais. Usa sua posição vantajosa precisamente para firmar contratos com as sociedades que representa", afirmou Oswald, presidente da Federação Internacional de Remo.

"Os membros do COI vão decidir, mas sei que alguns se incomodam com acordos passados entre Bach e o Kuwait. Também não podemos ignorar a pressão das autoridades políticas alemãs", avisou o suíço.


"Houve tantos rumores nos últimos dias que prefiro não acompanhá-los e focar nos intercâmbios com meus colegas, que têm sido muito produtivos", rebateu Bach, 59 anos, influente presidente do Comitê Olímpico Alemão e campeão olímpico de esgrima por equipe (florete) em Montreal-1976.

O candidato mais jovem também é o mais conhecido pelo grande público, o lendário ucraniano Serguei Bubka, 49 anos, campeão olímpico do salto com vara em Seul-1988 e hexacampeão mundial, que detém há quase 30 anos o recorde mundial da modalidade (6,14 m).


Também estão na disputa o banqueiro porto-riquenho Richard Carrion, de 60 anos, o diplomata cingapuriano Ng Ser Miang, 64, e o taiwanês Ching-Kuo Wu , 66, presidente da Federação Internacional de Boxe Amador. O nome do vencedor será conhecido nesta terça-feira às 12h00 no horário de Brasília.

Rogge, de 71 anos, deixa a presidência do COI depois de 12 anos de mandato. No domingo, ele garantiu que a entidade goza de uma ótima saúde financeira, podendo até garantir sua sobrevivência mesmo que uma edição das Olimpíadas fosse cancelada.


"Temos uma reserva, ligada à apólice de seguro que cobre o cancelamento dos Jogos, que garantiria o funcionamento do COI caso o evento seja atingido por uma grave crise", afirmou o dirigente.

"Esta reserva aumentou de 105 milhões para 901 milhões de dólares de dezembro de 2001 a dezembro de 2012", explicou o belga, que justificou esses resultados pelo "êxito das receitas de patrocínio e de direitos de transmissão".

A eleição do novo presidente é a última etapa importante do 125º congresso do COI, que no sábado escolheu a cidade de Tóquio para sediar os Jogos Olímpicos de 2020. No domingo, os dirigentes optaram por manter a luta no programa olímpico de 2020 e 2024, deixando de fora o squash e o beisebol/softbol.

ls-ol/cl/lr

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