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Ayrton Senna: cronologia de um fim de semana trágico

|Do R7

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O fim de semana do dia 1º de maio, no circuito de Imola, foi o mais trágico da história da Fórmula 1, com as mortes de dois pilotos, o estreante austríaco Roland Ratzenberger e o brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial.

Esta foi a primeira vez desde 1986 que pilotos de F1 perderam a vida exercendo sua profissão, quando o italiano Elio de Angelis morreu em testes privados no circuito Paul Ricard, na França.

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As câmeras de televisão não registravam acidentes fatais desde 1982, com as mortes de Gilles Villeneuve no GP da Bélgica e Riccardo Paletti no Canadá.

Tudo começa na sexta-feira, com o acidente impressionante sofrido pelo também brasileiro Rubens Barrichello, então com 21 anos, que competia pela equipe Jordan. Seu carro bate forte em alta velocidade (230 km/h) na altura de uma chicane. Quando Rubinho recupera a consciência, no Centro Médico do circuito, Ayrton está ao lado dele. Aliviado com o estado de saúde do compatriota, ele volta ao paddock e retoma os treinos livres.

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O tricampeão acabou atrasando sua entrevista coletiva para verificar os acertos do carro com seu engenheiro, David Brown. No final do dia, ele volta ao hotel e liga para sua namorada, Adriane Galisteu, e chora ao relatar o acidente sofrido por Barrichello.

Senna é o mais rápido dos treinos livres da manhã e tem uma conversa animada com o companheiro de equipe, o britânico Damon Hill. Ele mostrou-se satisfeito com os progressos da Williams FW16.

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Depois de 18 minutos de treino classificatório, a Simtek-Ford de Ratzenberger, de 33 anos, - que havia disputado apenas uma corrida na F1 (terminou em 11º no GP do Pacífico) - perde a asa dianteira, roda a mais de 300 300 km/h na curva Villeneuve e bate num muro de concreto. O carro fpara no meio da pista com o corpo inerte do piloto.

Senna logo segue para o local, num carro da direção da corrida, e observa o carro enquanto o austríaco é transportado na ambulância. Em seguida, o brasileiro visita o Centro Médico. O médico Sid Watkins anuncia a morte de Ratzenberger e o aconselha de encerrar sua carreira na F1. Senna volta ao seu motor-home e chora copiosamente.

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Senna é o mais rápido do warm-up da manhã. Ele conversa por longos minutos sobre segurança com o ex-rival Alain Prost. Também comenta com comissários da corrida e com outros pilotos sua ideia de assumir o sindicato da modalidade no próximo GP, em Mônaco.

O brasileiro larga na pole, mas uma colisão entre os carros de Pedro Lamy e JJ Lehto causa a entrada do carro de segurança a entrar na pista por cinco voltas.

A relargada acontece na sexta volta, mas na sétima, a Williams de Senna muda de trajetória e bate no muro de concreto a 310 km/h na curva Tamburello. O capacete amarelo se movimenta por uma fração de segundo, antes de permanecer inclinado na direita até a chegada dos comissários, que o tiram do cockpit.

A violência do choque, apesar da freagem de Senna, deixa poucas esperanças aos milhões de telespectadores que acompanham o drama ao vivo. Soube-se mais tarde que dois pedaços de peças mecânicas entraram no capacete causando lesões fatais.

O doutor Sid Watkins, amigo pessoal do brasileiro tenta praticar uma traqueostomia antes de o piloto ser levado de helicóptero para o hospital Maggiore, onde seu coração para de bater. Seu irmão Leonardo chama um padre para os últimos sacramentos e a morte é anunciada oficialmente às 18h40.

Quando bateu no muro de Tamburello, às 14h17, Senna tinha uma bandeira no fundo do cockpit, para homenagear Ratzenberger depois da corrida.

dlo/ig/lg/dm

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