Pilotos da F-1 lembram Senna e exaltam qualidades do ídolo 25 anos após morte

Vinte e cinco anos após a sua morte, no GP de San Marino, o brasileiro Ayrton Senna ainda é um nome respeitado e lembrado com carinho pelos pilotos atuais, que eram crianças quando o tricampeão mundial de Fórmula 1 estava em ação. Durante entrevista coletiva no Autódromo de Interlagos, palco do GP do Brasil, Romain Grosjean (Haas), Valtteri Bottas (Mercedes), Sergio Perez (Racing Point), Daniel Ricciardo (Renault) e Robert Kubica (Williams) demonstraram conhecimento da carreira e da vida de uma das maiores lendas do automobilismo.

"Ayrton tem sido incrível para o esporte. Ele é um ícone para a Fórmula 1. Eu comecei a ver Fórmula 1 nos últimos anos do Ayrton, com a luta com Alain Prost. Eu, como francês, evidentemente torcia para o Alain, mas também não podia deixar de admirar o Ayrton. Foi uma decisão difícil. Ayrton foi um piloto tão incrível que ainda é lembrado 25 anos depois", disse Grosjean, que tinha oito anos quando Senna morreu.

"Ele certamente deixou um legado maior do que qualquer um. Após 25 anos, seu nome ainda é comum. Aqui no Brasil, as pessoas ainda lembram com carinho dele e isso é muito bacana. Eu tenho uma grande admiração por suas qualidades de piloto", afirmou o australiano Ricciardo, que tinha quatro anos na época do acidente fatal.

O finlandês Valtteri Bottas disse que o tricampeão serve de inspiração para os pilotos da atual geração. "Sua carreira, com certeza, inspirou novos pilotos como todos aqui, mas continua a motivar outras gerações. Sabemos que aqui no Brasil seu legado é muito grande, mas também sentimos isso ao redor do mundo", afirmou o piloto da Mercedes, de 30 anos.

O mexicano Sergio Pérez também se impressiona com a idolatria do povo brasileiro ao piloto campeão mundial em 1988, 1990 e 1991. "Eu nunca vi alguém como ele em toda a minha carreira. Tratava-se de um piloto puro, que fazia toda a diferença. Ele é um grande herói para todas as gerações. Especialmente a nossa", disse o piloto de 29 anos.

O mais experiente dos cinco, o polonês Kubica, de 34 anos e que vai abandonar a categoria ao fim da temporada, destaca outro aspecto marcante do eterno campeão. "Nós concentramos nossas atenções no piloto, mas é preciso destacar também o lado humano. Este é o motivo pelo qual ele ainda é amado e respeitado após 25 anos."