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Norris diz que carros da F1 são ‘horríveis’ e dispara: ‘Os piores já construídos’

Piloto da McLaren criticou nova divisão de potência entre motor a combustão e sistema elétrico

Automobilismo|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lando Norris criticou os novos carros da F1, chamando-os de "horríveis" e os piores já construídos.
  • A nova divisão de potência entre motor a combustão e sistema elétrico causa dificuldades para os pilotos durante as corridas.
  • Norris destacou que a gestão da bateria interfere na pilotagem, obrigando os pilotos a desacelerar antes das curvas.
  • O piloto da McLaren passou a concordar com críticas de Max Verstappen após o início da temporada de 2026.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lando Norris veste uniforme da equipe McLaren em preto e laranja, em ambiente externo
Norris demonstrou insatisfação com a forma como o novo regulamento impacta a pilotagem REUTERS/Hollie Adams - 06.03.2026

As mudanças técnicas introduzidas para a temporada 2026 da Fórmula 1 seguem dividindo opiniões no paddock. Depois da classificação do GP da Austrália, realizada neste sábado (7), Lando Norris voltou a demonstrar forte insatisfação com os novos carros e com a forma como o regulamento impacta a pilotagem.

O atual campeão mundial afirmou que a nova divisão de potência entre motor a combustão e sistema elétrico tem causado dificuldades constantes para os pilotos, principalmente pela necessidade de administrar energia praticamente durante toda a volta.


“Passamos dos melhores carros já construídos na F1, e os mais divertidos de pilotar, para provavelmente os piores. São horríveis”, afirmou o piloto da McLaren.

Segundo Norris, o equilíbrio estabelecido pelo regulamento não funciona na prática e acaba criando situações estranhas durante as corridas e sessões classificatórias.


“O fato é que a divisão igualitária [entre motor a combustão e parte elétrica] simplesmente não dá certo”, criticou.

Para o britânico, o maior problema está na forma como os pilotos precisam controlar o nível da bateria ao longo da volta, o que interfere diretamente na maneira de atacar curvas e retas.


Carro de Fórmula 1 da equipe McLaren, em laranja e preto, correndo em alta velocidade em um circuito urbano, com placas de ‘Melbourne’ ao fundo
Britânico passou a concordar com as críticas feitas por Max Verstappen REUTERS/Hollie Adams - 07.03.2026

“Desaceleramos tanto antes das curvas que precisamos levantar o pé em todos os lugares para garantir que a bateria esteja no nível máximo, mas se estiver no nível máximo, estamos ferrados do mesmo jeito”, explicou.

As críticas também refletem uma mudança de postura do piloto. No início de 2026, Norris chegou a ironizar Max Verstappen, que havia reclamado publicamente das novas características dos carros. Com o início da temporada, porém, o britânico passou a concordar com as críticas feitas pelo rival da Red Bull.


Norris ainda citou um episódio ocorrido durante o Q3 em Melbourne, quando acabou passando por cima de um detrito que havia se soltado do carro de Andrea Kimi Antonelli. Segundo ele, o incidente ocorreu porque sua atenção estava voltada às informações do volante, fundamentais para controlar o uso de energia.

“Eu estava olhando para o volante e foi por isso que não vi os detritos. Preciso olhar para a velocidade que vou atingir no final da reta para saber se devo frear 30 metros antes ou dez metros depois”, disse.

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