Fórmula 1 2026 estreia na Austrália com regras polêmicas e possíveis desistências
Novo regulamento promete corridas mais competitivas e desafios pelo caminho
Automobilismo|Carol Malheiro*, do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Fórmula 1 dá o pontapé inicial em 2026, na madrugada deste domingo (8), no Grande Prêmio da Austrália. Diante de novas regras, consideradas as mais impactantes da última década, os carros ficaram menores e mais rápidos. Com isso, a expectativa é de que as corridas sejam mais competitivas, mas a dificuldade promete aumentar na mesma proporção.
Críticas a novas regras geram incerteza
Os testes de pré-temporada em Barcelona e no Bahrein já deram uma prévia do que as mudanças podem representar em prática. No novo regulamento, o desempenho do carro vai depender mais do piloto, que terá uma preocupação extra em como conservar a energia dos motores, enquanto toma decisões de pista como ultrapassar ou frear.
Durante uma entrevista coletiva na primeira semana de testes no Bahrein, o tetracampeão Max Verstappen afirmou que o atual regulamento representa uma “anticorrida”.
“Para mim, isso não é Fórmula 1. Talvez seja melhor dirigir a Fórmula E, não? [...] Além disso, a aderência no momento é bastante baixa com esses pneus e essa configuração de carro. É um grande passo atrás em relação ao que era antes”, pontuou.
E o holandês não foi o único, o heptacampeão Lewis Hamilton reclamou que as novas regras estão “ridiculamente complexas” durante os testes. Na coletiva pré-GP da Austrália, o piloto britânico voltou a falar sobre o tópico, dizendo que “será o maior desafio que já tivemos no esporte”.
“É sempre desafiador. Você tem pequenas mudanças, mas esta em particular é muito maior do que, eu acho, pelo menos as cinco que eu já passei”, completou.
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Largada é a principal preocupação
A principal preocupação das equipes com o regulamento de 2026 são as largadas devido a uma resposta mais lenta dos novos turbocompressores ao iniciar a corrida.
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) confirmou um novo procedimento para resolver a situação: um acréscimo de cinco segundos na largada, permitindo que os pilotos do fundo do pelotão tenham mais tempo para preparar os novos motores.
A Ferrari foi a primeira equipe a notar a mudança no início da corrida e tem levado vantagem nos testes pré-temporada. Veja:
Equipe já decidiu que vai abandonar corrida antes da estreia
Mesmo antes da temporada começar, a Aston Martin já planeja abandonar o GP da Austrália em poucas voltas devido a problemas apresentados pelo motor Honda, usado pela primeira vez pela equipe britânica.
Segundo o site “Autosport”, a montadora cogitou até não participar da abertura do campeonato. Contudo, a Aston Martin teria que pagar uma multa por quebrar o Pacto de Concórdia, acordo comercial assinado por todas as equipes antes do início da temporada.
Esse é apenas um da série de problemas apresentados pelas equipes durante os três testes da pré-temporada. Às vésperas do GP da Austrália, o chefe da equipe, Adrian Newey, incoerências nas vibrações da nova unidade de potência do motor podem afetar até mesmo a saúde dos pilotos, Fernando Alonso e Lance Stroll, que podem sofrer danos nos nervos das mãos.
Novo favorito?
Com tanta incerteza, o decorrer da temporada vai nos dizer se existem favoritos nesse cenário ou não. Durante os testes de pré-temporada, a Mercedes impressionou e liderou diversas sessões. A Ferrari também mostrou boa condução, acumulando mais de 440 voltas (cerca de seis grand prix) completas durante a pré-temporada.
McLaren e Red Bull, que protagonizaram o campeonato de pilotos de 2025, estão de novo no páreo entre os principais destaques.
*Sob supervisão de Camila Juliotti
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