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Atlético vence na raça e elimina Barça na Champions

|Do R7

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O Atlético de Madri garantiu presença nas semifinais da Liga dos Campeões pela primeira vez desde 1974 ao derrotar o Barcelona por 1 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Vicente Calderón, depois do empate em 1 a 1 na partida de ida, no Camp Nou.

Koké marcou o gol da vitória 'colchonera' logo aos cinco minutos de jogo.


Contagiado pelo entusiasmo do técnico argentino Diego Simeone, o time madrilenho voltou a jogar com muita garra, acabando com uma sequência de quatro empates seguidos entre as duas equipes na temporada. Poderia até ter vencido por um placar mais elástico, já que acertou a trave três vezes.

"Esta equipe não tem limite e vamos continuar fazendo as pessoas sonhar", se emocionou Koké em entrevista à televisão canal plus.


"O gol foi muito importante porque ajudou a equipe a avançar às semifinais, mas temos que destacar o trabalho de toda a equipe. Todo mundo correu muito e por isso saímos com a vitória", completou o herói da noite.

Já o meia Xavi, do Barça, lamentou as chances de gol perdidas pelos catalães. "A nossa equipe deu o máximo e merecíamos pelo menos o empate e a prorrogação. Desperdiçamos quatro ou cinco chances claras que normalmente colocamos para dentro", comentou.


Antes da partida, a torcida deu um verdadeiro show, exibindo um lindo mosaico com a mensagem 'Ganhar, Ganhar, Ganhar!', em homenagem a Luis Aragonés, ex-técnico e jogador do clube, falecido em fevereiro deste ano.

O 'Sabio de Hortaleza' repetiu essas palavras como lema antes da final da Eurocopa de 2004, quando a geração dourada da seleção espanhola conquistou seu primeiro título, para depois se tornar a atual campeã mundial e bicampeã europeia.


"A torcida foi fantástica. Não sei se afetou os jogadores do Barça, mas isso nos deu uma energia muito positiva durante toda a partida", declarou o técnico argentino Diego Simeone.

O brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa, que era dúvida por conta de uma lesão na coxa, acabou ficando de fora, dando lugar a Adrián López. O ex-santista Diego, que substituiu o sergipano aos 27 minutos do primeiro jogo e marcou um golaço, começou no banco e só entrou no meio do segundo tempo.

Como aconteceu na semana passada, o jogo começou com muita intensidade. Empurrado pela torcida, o Atlético tinha fome de bola disputando cada dividida com muita agressividade. Nervoso, o Barça errava muitos passes e se mostrava inseguro na defesa.

A garra dos 'colchoneros' não demorou a dar resultado. Aos 5, Adrián recebeu na direita e carimbou a trave. A bola sobrou para o veterano David Villa, que cruzou de volta para Adrián. O atacante ajeitou e cabeça para Koké, que emendou de primeira para as redes, levando à loucura o Vicente Calderón.

O Atlético continuou pressionando e acertou a trave novamente aos 10, com um chutaço de canhota de Villa após receber belo passe de Koké.

O 'baixinho' Messi teve uma chance de empatar de cabeça aos 13, mas a bola passou à esquerda da meta do goleiro belga Thibaut Courtois.

O time da casa ameaçou mais uma vez aos 18, novamente em chute de Villa. O atacante foi lançado na esquerda, dominou bonito com a cabeça e soltou um petardo que explodiu no travessão.

Depois de passar um tremendo sufoco nos primeiros vinte minutos da partida, o time catalão começou a melhorar a partir do momento em que Neymar passou a chamar a responsabilidade para si, enquanto Messi estava apagado, como no jogo de ida.

O brasileiro começou jogando na ponta direita, mas com o tempo acabou trocando de posição com frequência com Messi e Fábregas, buscando o jogo na esquerda, seu lado predileto, ou no meio.

Aos 23, Neymar fez uma jogada espetacular que lembrou seus tempos de Santos. O camisa 11 recebeu na esquerda, entortou dois marcadores, deu uma caneta no português Tiago e rolou para Messi, que se atrapalhou na finalização. Como sempre, o brasileiro era 'caçado' em campo, recebendo entradas duras cada vez que pegava na bola.

O ritmo caiu um pouco na segunda metade da primeira etapa, mas o Atlético continuava bem postado e aproveitando cada oportunidade de partir para o contra-ataque. Isso quase funcionou aos 41, quando Adrián arrancou na direita e foi puxado com pelo braço pelo argentino Mascherano. O juiz não marcou pênalti, gerando muita reclamação da parte dos 'colchoneros'.

O Barça desperdiçou uma grande oportunidade de empatar aos 3 minutos do segundo tempo. Neymar recebeu uma linda enfiada de bola de Xavi e ficou cara a cara com o goleiro, mas Courtois saiu bem e levou a melhor. Messi ficou com a sobra, mas foi travado na hora do chute.

O técnico argentino Diego Simeone mexeu na equipe aos 16, reforçando seu meio de campo ao tirar o atacante Adrián para a entrada de Diego.

Já 'Tata' Martino tentou deixar o time mais ofensivo ao tirar Iniesta e Fábregas para a entrada de Pedro e do chileno Aléxis Sánchez, mas perdeu poder de criação. O Barcelona continuava tocando a bola, sem inspiração. Atacando na base do desespero, deixava sua defesa exposta.

Aos 25, Gabi aproveitou uma falha de marcação dos catalães e ficou na cara do gol, mas bateu muito fraco, em cima de Courtois.

Neymar voltou a dar o ar da graça aos 31, em jogada 100% brasileira. Daniel Alves cruzou da direita para o atacante, que se jogou para cabecear de peixinho, mas a bola passou raspando a trave.

Os catalães continuaram pressionando nos minutos finais, mas nada que abalasse a garra 'colchonera'. Os jogadores madrilenhos seguraram o resultado e saíram nos braços da torcida.

O Atlético conhecerá seu adversário nesta sexta-feira, no sorteio das semifinais, realizado na sede da Uefa, em Nyon, na Suíça.

A eliminação teve um sabor amargo para Iniesta, que disputava sua 500ª partida com a camisa do Barça.

jed-nip/el/lg/dm

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