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Atletas reclamam do frio no estádio de atletismo do Pan-Americano

Velocistas e outros competidores relatam o desaquecimento do corpo e dizem ter o desempenho afetado pelas baixas temperaturas

|Alexandre Garcia e Guilherme Padin, do R7, em Lima, no Peru

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Temperatura na capital peruana figura na casa dos 15ªC
Temperatura na capital peruana figura na casa dos 15ªC

As temperaturas na casa dos 15ºC registradas na cidade de Lima têm motivado queixas de diversos atletas no estádio que sedia as competições de atletismo nos Jogos Pan-Americanos 2019.

Ao sair da semifinal dos 100 metros rasos, o brasileiro Paulo André disse que o frio havia "atrapalhado um pouco" o desempenho dele na classificatória. Na ocasião, ele avançou à decisão com o tempo de 10s29. Mesmo com a queixa, ele retornou ao estádio no dia seguinte e conquistou a medalha de prata na decisão.


Para a brasileira medalhista de bronze nos 100 metros e finalista da prova dos 200 metros, Vitoria Cristina, o clima “influencia bastante” no desemprenho dela dentro da pista. “Nós precisamos ficar mais agasalhados e jogar roupas por cima para manter o aquecimento para o momento da prova”, avaliou.

Outro velocista brasileiro que se falou sobre as baixas temperaturas da capital peruana foi Derick Souza, que não conseguiu se classificar para a final dos 200 metros rasos. "O frio sempre incomoda porque a gente precisa ter explosão e a temperatura influencia muito nas provas de velocidade", avaliou.


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Além dos homens e das mulheres mais rápidos das Américas, atletas de outras modalidades do atletismo também reclamaram da temperatura. Foi o caso de Chantal Malone, campeã do salto em distância e única medalhista da história das Ilhas Virgens Britânicas em Jogos Pan-Americanos.

Chantal, que subiu ao lugar mais alto do pódio após alcançar 6.68 metros na primeira tentativa e não ser superada, disse ter conhecimento de que não poderia errar o salto inicial devido ao clima.


Ouro no salto em distância sabia que precisava acertar o 1ª salto devido ao frio
Ouro no salto em distância sabia que precisava acertar o 1ª salto devido ao frio

"O frio é algo muito difícil para mim, porque meus treinos acontecem diariamente em temperaturas elevadas e eu disse a mim mesma: ’preciso que fazer o melhor neste salto inicial porque a temperatura vai baixar ainda mais'”, revelou ela, que frequentemente dançava no intervalo dos saltos para manter o aquecimento.

O brasileiro que competiu no salto em distância na Lima 2019, Alexsandro Nascimento, revelou ter feito uma preparação prévia sabendo que a temperatura estaria baixa durante a competição. “A gente se preparou psicologicamente. Eu voltei da Europa, onde estava muito quente, e treinei alguns dias em São Paulo para me adaptar ao clima”, afirmou o saltador.

Nascimento, no entanto, não atribuiu à temperatura a ausência dele no pódio. “Cometi alguns erros técnicos normais. Infelizmente, fiquei a 10 centímetros da medalha”, lamentou ele, que saltou 7.77 metros na prova e ficou com o quarto lugar.

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