Esportes Aposta dos EUA na natação, Michael Andrew recusa ser vacinado antes da Olimpíada

Aposta dos EUA na natação, Michael Andrew recusa ser vacinado antes da Olimpíada

Michael Andrew, nadador norte-americano de 22 anos e uma das principais esperanças do seu país no esporte para os Jogos de Tóquio, afirmou que não irá receber nenhuma dose de vacinas contra a covid-19. O atleta expressou sua rejeição aos imunizantes nesta sexta, durante a chegada a Honolulu para a aclimatação da delegação dos Estados Unidos antes da viagem para a capital do Japão.

"Eu não estou completamente vacinado. Eu não tomei nenhuma dose. Minha razão por trás disso é que eu não queria inserir no meu corpo algo que eu não sei como cairia. Para um atleta de elite, tudo é muito calculado e entendi que, dentro do meu ciclo de treinamento de olho na seletiva olímpica, eu não queria arriscar ficar alguns dias fora da piscina. Podia ser que, se tomasse a vacina, eu precisasse ficar alguns dias afastado", justificou-se Andrew, em entrevista à imprensa.

Atitudes como a de Andrew são criticadas e desestimuladas por especialistas em saúde pública e virologistas. Como a vacinação precisa atingir um determinado patamar de pessoas imunizadas para impedir que o vírus circule, receber as doses de um imunizante não é uma proteção individual apenas, mas também ajuda a atingir a imunidade coletiva.

Atleta de provas rápidas, Andrew irá nadar os 50m livre, 100m peito e 200m medley na Olimpíada. Ele é apontado como candidato a medalha nas três provas, mas favorito na prova de 200m medley, na qual é líder do ranking mundial. O nadador é considerado uma sensação no esporte após bater diversos recordes nas categorias de base e por conta de um programa de treinamento de tiros curtíssimos de explosão, coordenados pelo seu pai.

Andrew citou os outros protocolos de prevenção à covid-19 como razão para não receber a vacina. "Até agora a federação americana e todos os nadadores aqui têm cumprido um protocolo bem rígido com muitos testes, máscaras, distanciamento social, evitando aglomerações, e em Tóquio será a mesma coisa com testagem todos os dias. Então eu sinto que todos estamos seguros, minimizando riscos. Pessoalmente, eu não tomei a vacina ainda e eu não planejo tomá-la no futuro. Vamos ver como as coisas caminham", disse. Médicos e órgãos de saúde do mundo todo recomendam que os métodos para evitar o espalhamento do vírus sejam combinados com a vacinação.

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