Sem 'medalhões', rodada das quartas da Copa do Brasil coloca arbitragem em xeque

Principais árbitros brasileiros não estarão em campo para as partidas de ida desta fase

Rodolpho Toski Marques foi muito questionado por sua atuação na eliminação do Fluminense para o Corinthians Rodrigo Gazzanel/Futura Press/Estadão Conteúdo

As quartas de final da Copa do Brasil começam nesta quarta-feira com a arbitragem em xeque. Uma semana depois das críticas ao paranaense Rodolpho Toski Marques, que apitou a eliminação do Fluminense diante do Corinthians nas oitavas, os principais árbitros brasileiros não estarão em campo para as partidas de ida da fase seguinte: Vinicius Furlan (SP), Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE) e Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO) são aspirantes à Fifa, enquanto que Cláudio Francisco Lima e Silva (SE) está um degrau abaixo, como árbitro especial.

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Seis dos 10 "medalhões" da arbitragem brasileira não tiveram os nomes inseridos no sorteio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) porque vão participar de testes físicos nesta quarta-feira, em Belo Horizonte. É o caso de Leandro Pedro Vuaden (RS), Wilton Pereira Sampaio (GO), Heber Roberto Lopes (SC), Sandro Meira Ricci (SC), Péricles Bassols Pegado Cortez (PE) e Ricardo Marques Ribeiro (MG). Além deles, oito árbitros aspirantes à Fifa integram a atividade.

Os clubes preferem não criar temor sobre o risco de os jogos decisivos dificultarem a qualidade do trabalho de quem estiver no apito. "Particularmente, não tenho avaliação sobre esses árbitros. Quero somente torcer que ele faça um bom trabalho", disse o vice-presidente de futebol do Grêmio, Adalberto Preis.

De acordo com a CBF, o teste físico com os principais nomes do País já estava previsto para esta semana porque uma avaliação deve ser entregue à Fifa no próximo domingo. A escolha da data também levou em consideração o cronograma da Conmebol. Dos quatro árbitros Fifa disponíveis, o gaúcho Anderson Daronco ficou fora do sorteio porque três jogos da Copa do Brasil envolviam equipes do Rio Grande do Sul e por ter trabalhado no jogo do Corinthians do último domingo - não poderia ser escalado novamente para um duelo do mesmo time.

Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira, de São Paulo, só poderiam apitar a partida entre Atlético Mineiro e Juventude, em Belo Horizonte, por não envolver uma equipe paulista, mas acabaram fora. Apesar de não haver impedimento, o paraense Dewson Fernando Freitas da Silva não teve o nome selecionado.

Na opinião do ex-árbitro Wagner Tardelli, a escalação de aspirantes para as quartas de final não indica que os escolhidos não estejam preparados para trabalharem em confrontos decisivos. "Se o árbitro estiver preparado, poder atuar em um jogo assim é até uma promoção para o trabalho dele. Ter um escudo da Fifa no uniforme nem sempre significa qualidade", explicou Tardelli, que integrou o quadro da Fifa por nove anos e atuou como árbitro entre 1994 e 2010.

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