Copa das Confederações 2013

2/7/2013 às 09h56 (Atualizado em 2/7/2013 às 11h01)

Espanha deixa o Brasil insatisfeita com a Fifa e preocupada com Copa do Mundo

Cartolas e jogadores não poupam críticas à experiência na Copa das Confederações

EFE

Astro espanhol Fernando Torres não poupou críticas ao que viu em sua passagem pelo Brasil Getty Images

A seleção espanhola retornou a seu país após a Copa das Confederações insatisfeita com a Fifa por ter sido impedida de estabelecer base em uma única cidade, por não ter podido viajar imediatamente após os jogos e por ter ficado hospedada em hotéis de menor qualidade do que os que alegou estar acostumada, o que se junta à sua surpresa com as manifestações no Brasil.

A entidade não permitiu que a Fúria escolhesse uma sede fixa, ao contrário do habitual em grandes competições, fazendo com que se deslocasse bastante para atuar em outras cidades durante a competição. Membros da Real Federação Espanhola de Futebol já pensaram em várias alternativas nos últimos 11 meses e gostaram da opção de ficar no Rio de Janeiro para a Copa.

A Espanha sofreu em Recife e Fortaleza, onde os jogadores se sentiram reclusos devido à falta de segurança e ficaram em hotéis de nível médio, com instalações antigas e muito longe do nível dos que costumam visitar neste tipo de competição. Em seus primeiros passos na Copa das Confederações, no Recife, os atletas espanhóis chegaram a treinar sem poder tomar banho depois e ainda tiveram uma hora de trânsito até o hotel.

As longas distâncias foram motivo de queixa. Na capital pernambucana, dois treinamentos do Uruguai foram cancelados, o primeiro por falta de luz e o segundo por dificuldades de acesso ao local da atividade devido à chuva. Além disso, seis jogadores espanhóis se disseram vítimas de furtos em seus quartos e teriam perdido mil euros, que estavam em envelopes fora de um cofre.

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O calor do Nordeste também foi visto como um problema. Temperaturas superiores a 30 graus nos primeiros dias de inverno provocaram cansaço. Nessas condições, foram disputadas na região a última partida da fase de grupos, contra a Nigéria, e as semifinais, diante da Itália.

— Foi complicado para todos, pelo clima e pelas instalações. Para a Copa do Mundo, dependeremos da sorte para saber a cidade para onde iremos. É preciso pensar no sorteio da Copa, já que ele pode fazer a diferença - disse Fernando Torres à Agência Efe.

— Já sabemos o que vamos encontrar: deslocamentos gigantescos para treinar e condições abaixo do esperado - acrescentou.

Além disso, a Fifa impediu a Espanha de viajar após seus jogos, o que permitiria aos atletas algumas horas de sono. Mesmo se dispondo a assumir os custos do transporte, a RFEF teve seu pedido negado, e a delegação se deslocava apenas no dia seguinte às partidas. A Fúria também não soube até em cima da hora se poderia reconhecer o gramado do Maracanã na véspera da final da Copa das Confederações.

— Temos que nos adaptar às condições e aceitar a realidade sem pedir mais do que nos oferecem. A Copa do Mundo será igual para todas as seleções. Não somos crianças mimadas e não vamos chorar exigindo as coisas. Viemos para jogar com as condições existentes para todos. É a Fifa que deve decidir a hora de se tomar as decisões - declarou Sergio Ramos.

Apesar de terem encontrado uma torcida contrária, os membros da seleção da Espanha nunca se queixaram e agradeceram o carinho com o qual foram tratados no país. Um ponto a favor considerado pela seleção espanhola foi o estado dos gramados, que estavam cortados com 22 milímetros de altura, como determina o padrão Fifa.

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