Hamilton conta com matemática e supera ídolo Senna com tetra na F-1
Piloto inglês precisou apenas da 9ª posição no GP do México; Vettel foi 4º
Automobilismo|André Avelar, do R7

Lewis Hamilton desembarcou para o GP do México dizendo que o quarto título de Fórmula 1 não o faria maior que o ídolo Ayrton Senna. Mesmo assim, o piloto da Mercedes contou com a matemática e ficou com a 9ª colocação neste domingo (29), o suficiente para superar o tricampeão em número de conquistas. O vice-líder Sebastian Vettel, que ainda se apegava em remotas chances, chegou na 4ª posição em uma corrida confusa desde a largada.
A corrida foi vencida por Max Vertappen (Red Bull), com Valtteri Bottas (Mercedes) e Kimi Raikkonen (Ferrari) no pódio.
Com o resultado da 18ª etapa do Mundial — ainda restam o GP do Brasil (12/11) e GP de Abu Dhabi (26/11) — Hamilton chegou a 333 pontos e não pode mais ser alcançado por Vettel, com 277.

Hamilton precisaria apenas de um quinto lugar para conquistar o título independentemente da posição do rival. Do outro lado, no entanto, Vettel era pressionado por, na pior das hipóteses, ficar com a segunda colocação. A partir daí, era de se esperar uma largada cautelosa de ambas as partes. Nada disso. O alemão pulou na ponta, mas logo viu Verstappen tomar à frente e, pior, tocou a asa dianteira no adversário logo nas curvas 1 e 2. Ainda na curva 3, deixou o carro escapar e ainda acertou o inglês.
Quando Lewis Hamilton começou a correr de kart, aos 8 anos, sonhava apenas em repetir o ídolo Ayrton Senna e um dia chegar à Fórmula 1. Neste domingo (29), com o nono lugar no GP do México, o britânico não só repetiu como superou o ídolo de infância em...
Quando Lewis Hamilton começou a correr de kart, aos 8 anos, sonhava apenas em repetir o ídolo Ayrton Senna e um dia chegar à Fórmula 1. Neste domingo (29), com o nono lugar no GP do México, o britânico não só repetiu como superou o ídolo de infância em número de títulos. O piloto da Mercedes conquistou seu quarto título mundial (2008, 2014, 2015 e 2017) e se juntou ao seleto grupo de grandes nomes da história da principal categoria do automobilismo
Os dois foram para os boxes prematuramente, caíram para as últimas posições e, se estava ruim para o piloto da Mercedes, pior ainda para o da Ferrari. Ainda que uma corrida de recuperação tenha começado, o caminho era longo demais para brigar pelo título. O que alimentava a quase imortal esperança era o baixo ritmo de Hamilton, que inclusive teve de abrir passagem para os líderes.

No final das contas, tudo não passou de um susto para o tetracampeão mundial. Nem tanto pelo seu desempenho, mas pela dificuldade do rival em chegar nas primeiras colocações. O grande momento para o inglês foi na 69ª de 71 voltas. O piloto arriscou tudo que não precisava para ganhar só a 9ª posição de Fernando Alonso.
Hamilton — campeão em 2008, 2014, 2015 e agora 2017 — talvez nem quisesse se ver comparado a Senna, mas inclusive igualou Alain Prost e o próprio Sebastian Vettel com quatro títulos. O argentino Juan Manuel Fangio tem cinco conquistas, duas a menos que o alemão Michael Schumacher.
Punho erguido
No último 19 de setembro, a Cidade do México reviveu o pior terremoto de sua história. Assim como no mesmo dia em 1985, a capital sofreu com os abalos sísmicos com centenas de mortos e feridos. Por isso, o autódromo Hermanos Rodríguez se levantou e ergueu o punho direito em homenagem às vítimas na 19ª volta da corrida.

























