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Cosme Rímoli - Blogs
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Deu orgulho do São Paulo, de Dorival. O time travou o Flamengo. Fez o Maracanã não só se calar. Mas xingar o time apático de Sampaoli

De nada adiantou o 'ataque dos sonhos' do Flamengo. Dorival soube fazer o seu São Paulo travar o desorientado time de Sampaoli. Vitória mais do que justa. Só precisa empatar no Morumbi para ser campeão

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


O golpe fatal de Calleri. O lance que fez justiça à superioridade de Dorival Jr. contra Sampaoli
O golpe fatal de Calleri. O lance que fez justiça à superioridade de Dorival Jr. contra Sampaoli

São Paulo, Brasil

O São Paulo conseguiu duas façanhas.

Aqui no Maracanã, ele conseguiu não vencer o Flamengo por 1 a 0, gol de Calleri, na primeira partida final da Copa do Brasil. E ficar com a vantagem de poder empatar, no próximo domingo, no Morumbi.

Como conseguiu jogar uma das mais fiéis torcidas do mundo contra o próprio time.

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As vaias, palavrões, coro de pedido de respeito dominaram o estádio carioca durante grande parte da partida.

Os alvos da revolta eram os atletas e Jorge Sampaoli.

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O futebol mostrado pelo Flamengo foi péssimo.

Enquanto o do São Paulo foi de entrega e de acerto tático.

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Mérito total de Dorival Jr.

O tom que deveria ser a partida já foi dado quando as escalações foram reveladas.

Sampaoli se submeteu à pressão da mídia carioca e da diretoria. Escalou o Flamengo mais ofensivo possível.

Com o "ataque dos sonhos".

Vaiado, xingado. Gabigol teve uma atuação vergonhosa. Substituído, aplaudiu, ironicamente, a torcida
Vaiado, xingado. Gabigol teve uma atuação vergonhosa. Substituído, aplaudiu, ironicamente, a torcida

Gabigol, Pedro e Bruno Henrique, pela primeira vez juntos no início de uma partida, desde que o argentino assumiu o Flamengo. O trio só tinha atuado no mesmo time com Paulo Sousa. 

No meio-campo: Pulgar, Gerson e Vitor Hugo. O técnico não quis nem Thiago Maia e muito menos Everton Ribeiro.

Como o blog antecipou, Arrascaeta nem no banco de reservas. Não se recuperou de contusão muscular na panturrilha esquerda. Assim como Luiz Araújo.

São dúvidas para a partida final, no próximo domingo.

Sampaoli se cansou das falhas de David Luiz e o deixou no banco de reservas.

Era clara a opção absolutamente ofensiva de Sampaoli, ele sabe quanto precisa desse título.

Já Dorival Jr. optou pelo bom senso. Tratou de tirar Luciano. Preferiu Wellington Rato para auxiliar Rafinha. Esperando contragolpes, Lucas e Calleri.

Mesmo com dores musculares, Arboleda foi confirmado como titular.

Era o 4-3-3 do Flamengo diante do 4-5-1 do São Paulo.

E o primeiro tempo começou com uma lição para Sampaoli. Para ter o ataque dos sonhos, o meio-campo precisa ser muito participativo e com laterais atuantes. 

Era o que Dorival Jr. conseguia evitar, superpopulando as intermediárias. 

Gabigol, Pedro e Bruno Henrique acabavam isolados. Pulgar se limitava a tentar ficar no caminho de Lucas Moura, Vitor Hugo preferia tocar a bola do lado. E Gerson insistia em tentar tabelas pelo meio.

Arrascaeta fazia uma falta imensa, enorme.

O São Paulo não correu risco na primeira meia hora de jogo.

E contava com uma colaboradora, a torcida flamenguista, que deu um show antes da partida, se mostrava irritadiça, cobrava cada passe errado. Estava visivelmente estressada pela temporada decepcionante do time. 

Situação que trazia ainda mais nervosismo à equipe carioca.

O São Paulo diminuía o ritmo de jogo. Estava claro que o plano de Dorival era transformar o Maracanã num inimigo do Flamengo. E o sonho era levar um empate ao Morumbi.

Aos poucos, o clima foi ficando mais tenso, aqui no Maracanã, com a atuação até então frustrante do Flamengo. Na parada técnica, por conta do calor, torcedores foram até os camarotes onde estava o vice de futebol Marcos Braz e o xingaram muito. Protegido por seguranças, ele teve de ouvir todo tipo de palavrões.

O Flamengo se mostrava uma equipe tensa e pensa. Só tentava atacar pela direita. Esquecia completamente o lado esquerdo, Ayton Lucas e Bruno Henrique não participavam do jogo.

Sampaoli não mostrou a menor reação tática. Seu time foi travado pelo São Paulo, de Dorival
Sampaoli não mostrou a menor reação tática. Seu time foi travado pelo São Paulo, de Dorival

Aos poucos, o São Paulo foi ganhando confiança, com os erros seguidos de passe, afobação, irritação do Flamengo, envolvido taticamente. A superioridade numérica nas intermediárias pesava.

E tudo ainda iria piorar.

Caio Paulista e Nestor exploravam a liberdade que tinham às costas de Wesley e Gabigol.

Foi assim que Rodrigo Nestor cruzou com toda a tranquilidade para Calleri subir sozinho e marcar 1 a 0 para o São Paulo, aos 45 minutos.

Torcida que empurra também atrapalha. A do Flamengo ficou contra o time. Vaiando, tirando ainda a confiança da perdida equipe de Sampaoli.

A reação dos torcedores flamenguistas foi chegar perto, de novo, do camarote de Marcos Braz e aplaudir. Situação mais do que constrangedora.

O primeiro tempo terminou com o Flamengo não dando um arremate ao gol do São Paulo. Nada. Nem chute, cabeçada, simplesmente não conseguia incomodar Rafael. Os paulistas conseguiram quatro arremates. E o mais inesperado: tiveram maior posse de bola. 

A inoperância do Flamengo foi assustadora, irritante.

Pablo Maia e Rodrigo Nestor mostraram ótimo desempenho protegendo a entrada da área. Alisson e Wellington Rato deram toda a proteção a Rafinha, que até nem precisava, tamanha a obsessão do Flamengo por atacar pela direita.

Sampaoli foi para o vestiário antes de o primeiro tempo acabar, tamanha sua irritação.

Os jogadores do Flamengo foram muito vaiados por sua torcida. Já os do São Paulo, aplaudidos. 

Aliás, a torcida são-paulina comemorava gritando "o Maraca é nosso"...

Sampaoli trocou o perdido Vitor Hugo por Everton Ribeiro, tentando equilibrar o duelo no meio-campo. 

E adiantou suas linhas — também não poderia fazer outra coisa.

O São Paulo retornou da mesma forma, encaixotando o meio-campo flamenguista. 

A irritação era crescente. O time rubro-negro seguia sem chutar a gol.

Não conseguia.

O Flamengo mostrou. Não adianta atuar com três atacantes importantes se o meio-campo está anulado
O Flamengo mostrou. Não adianta atuar com três atacantes importantes se o meio-campo está anulado

O Flamengo passava a ter dois centroavantes. Everton Ribeiro começou a atuar na ponta direita. E Gabigol passou a atuar não só ao lado de Pedro. Mas inúmeras vezes ocupando o mesmo espaço.

Contundido, Alisson, que também preencheu muito bem o centro da intermediária, deixou o campo para a entrada de Gabriel Neves.

O jogo continuou no mesmo tom. As linhas baixas do São Paulo se mostravam muito eficientes. Com a dose de sacrifício de cada atleta. 

A única grande diferença é que o Flamengo apelava para cruzamentos desesperados para a área do São Paulo, já que, tocando bola ou driblando, as linhas não eram quebradas. 

Gabigol, inútil no jogo, foi muito vaiado e xingado pelos flamenguistas ao ser substituído. E aplaudiu, irônico, a torcida flamenguista.

A única chance real do time carioca aconteceu aos 9 minutos, quando Pedro ganhou disputa pelo alto e Beraldo tirou em cima da linha. 

Mas foi um lance mais casual do que articulado.

O restante da partida, o São Paulo, guerreiro e mais bem organizado, fez o suficiente para conseguir controlar, travar o Flamengo e o Maracanã.

Os torcedores flamenguistas fizeram questão de se despedir da equipe decepcionante de Sampaoli.

"Vergonha, time sem-vergonha..."

O coro dominou o revoltado estádio.

A torcida do São Paulo fez a festa, aqui no Maracanã. Sabe que o título inédito nunca esteve tão perto
A torcida do São Paulo fez a festa, aqui no Maracanã. Sabe que o título inédito nunca esteve tão perto

Depois a torcida são-paulina cantou, dançou, festejou.

Transformou o Maracanã em um pedaço do Morumbi.

Para o São Paulo, basta um mero empate no próximo domingo.

O título inédito da Copa do Brasil nunca esteve tão próximo...

Dia de final! Confira as melhores fotos do confronto entre Flamengo e São Paulo

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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