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Brasileiro registra aventura ao escalar Mount Whitney, nos EUA

Fotógrafo e vídeomaker brasileiro Abdallah Seoud documentou toda a expedição

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O fotógrafo e vídeomaker brasileiro Abdallah Seoud está acostumado a registrar aventuras em esportes radicais em sua rotina profissional. Mas desta vez viveu uma aventura inesquecível ao subir (e descer no mesmo dia) o Mount Whitney, a montanha mais alta dos Estados Unidos em sua porção continental. A experiência contou com situações perigosas, como encontro com urso, raios e temor pela vida, e foi toda documentada em vídeo.

O Mount Whitney fica no centro-leste da Califórnia, próxima do Parque Nacional do Vale da Morte, localizado a 86m abaixo do nível do mar. São 32km de subida com 1.900 metros de ganho de altitude. Uma caminhada entre pedras, riachos e penhascos. Para subir a montanha é necessário ter uma permissão especial, comprada pela internet e são emitidas em quantidade limitada por ano.

Além de Abdallah, fizeram parte da expedição a namorada Mirian e mais dois amigos (Jimmy e Nicky). Eles alugaram um motorhome, acamparam dois dias em uma altitude de 10 mil pés em uma montanha vizinha e fizeram algumas trilhas para acostumar com o ar rarefeito das montanhas. No terceiro dia, a caminhada começa às 2h da manhã, sendo preciso levar muitos suprimentos, pois não há nenhum ponto de apoio, banheiros ou qualquer estrutura depois de iniciar a trilha.

Como havia previsão de chuva, o plano era estar no meio do caminho de volta para fugir da tempestade. Do início até o topo da montanha, foram 12 horas de caminhada com paradas para comer, documentar o progresso e também descansar.

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- O caminho é muito difícil, não são muitos os lugares que temos que escalar, mas o chão é cheio de pedras, escorregadio e às vezes o caminho é um pouco confuso. A exaustão começou a bater forte depois de umas 7 horas de caminhada. Pensamos em desistir diversas vezes por conta do cansaço e também do risco da chuva, mas não paramos por dois motivos: primeiros pois já estávamos “perto” do topo, faltando cinco quilômetros, e o segundo é que, como estávamos em uma grande altitude, não conseguíamos ver as nuvens escuras se aproximando, pois já estávamos dentro delas - comenta Abdallah: - Chegamos ao topo completamente exaustos e foi na descida que começou o pesadelo da viagem. A aventura se transformou em filme de terror e quase morremos.

O grupo com o brasileiro foi um dos últimos a descer da montanha antes da tempestade começar. Após uma forte chuva de granizo começar, um raio caiu muito próximo deles. Naquela altitude não há lugares para o raio atingir e os seres humanos são como para-raios. Foram 10 horas de descida, com direito a encontrar com ursos no caminho.

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- Todos sentiram a energia do raio e uma outra pessoa que estava próxima da gente sentiu as mãos e a cabeça queimando, pois estava utilizando sticks (bengalas) para auxiliar na sua caminhada - conta Abdallah, 31 anos, com um histórico de trabalhos realizados para o Canal Off, para a Netflix, em diversas viagens para cobertura de eventos pelo mundo.

Toda a aventura foi documentada em vídeo e se tornará um mini-documentário, que será publicado nas redes de Seoud Abdallah e também enviado para grandes produtoras.

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